segunda-feira, 13 de outubro de 2014

longe mas perto


Hoje quero muito fazer-te sentir que o nosso longe não abala o nosso lado a lado, porque não há mar que me faça deixar de sentir que o meu lugar é ao teu lado, do teu lado, sempre. 
Quando me ligas a dizer "Nês, olha, nem sabes, vais ficar mesmo orgulhosa de mim...blá blá" eu só posso rir e dizer "mais? daqui a nada insuflo, transformo-me num balão e apareço ai!" O tempo passa mas as nossas conversas continuam as mesmas!!! Continuas a ser o melhor presente que o pai e a mãe me deram, e por isso reinas aqui no meu coraçãozinho loiro. Parabéns mana, deixo aqui o carinho que não te posso dar hoje, mas que tu sabes nos une mais que super cola. Que o tempo passe e tu sejas sempre a minha inspiração***

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ébola ou a história do bicho papão


vai embora papão!



terça-feira, 7 de outubro de 2014

paixão desde adolescente

O Eça de Queirós foi o primeiro homem cujas palavras me fizeram perder o sono, para não perder palavra nenhuma, como se elas se fossem apagar com as horas. 
Conheci-o pessoalmente, tal como a larga maioria das pessoas com Os Maias, e fiquei rendida, apaixonada, embebecida... enfim. Lembro-me de quase ter feito directa no dia em que o comecei a ler, lembro-me de ser gozada por toda a gente por isso, de querer um João da Ega na minha vida, e de me rir tanto que o meu pai de vez em quando perguntava o que é que eu tinha. Hoje, diriam que era uma nerd, na altura era só uma caixa de óculos bem tótó, como combinava com o figurino. 
Eça, Conde de Resende, mais uma coincidência deliciosa que só fez aumentar o interesse. 
Ora, se o livro fez do Eça o autor Português do meu coração, com direito a receber toda da sua obra como presente da mãe por ter entrado na faculdade, a estreia do filme fez-me saltar do sofá, fugir do sono, do barulho das pipocas e ver o filme. 
E então? O filme faz honrar o livro, dá para acreditar?
Gosto de cinema mas, admito, não sou de todo cinéfila, nem entendida, ou tão pouco dedicada, mas já anteriormente, no filme do desassossego, o João Botelho me tinha feito render ao seu trabalho, obra, sensibilidade, jogo de luz sombra, tudo. Com Os Maias não foi diferente, o filme é como qualquer leitor apaixonado sonha que a sua obra seja tratada: com amor, profundo conhecimento, respeito, poesia e verdade. O filme que não pretendeu ser uma ridícula adaptação do antes ao agora, mas antes uma recriação quase teatral nos cenários, no uso do preto e branco e só depois das cores que nos marca o tempo, do guarda roupa, penteados, coches, tudo. O João Botelho filmou Os Maias quase, quase como eu o imaginei, e por isso estou-lhe profundamente agradecida.  E o João da Ega? Fiel e apaixonante, delicioso e divertidíssimo. 
Se estão na dúvida, o filme vale a pena. Acredito que muitos daqueles que não conseguiram ler o livro vão percebê-lo agora. A sátira do Eça está lá, e a actualidade dela também, porque o tempo passa mas a Portugalidade de que somos feitos não. Portanto, play:


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

sem culpa, mas com direito a indignação, por favor.

O meu carro tem quatro anos, é novo, ainda, quase... Não é?
Quando o comprei foi da maneira mais prática, porque não ligo nada a carros, a minha irmã sugeriu, o meu pai aprovou, fomos ao stand e comprei-o. Só isto, dez minutos. A venda mais rápida da carreira daquele vendedor, ele fez questão de me dizer. Está a fazer uma boa compra, este é carro é um óptimo citadino. 

Isto pareça quase displicente, mas como sou uma pessoa de memória infinita para as coisas mais pequenas, ainda consigo ver e ouvir dentro da minha cabeça o senhor a dizer que aquele carro era um ÓPTIMO CITADINO, e é mentira! Mentira!
Quase a chegar aos dois anos (exactamente no dia em que a M. nasceu!!!) acendeu lá uma luz que descobri ser o filtro de partículas. Mecânico: a menina anda muito devagar, tem que acelerar e isto passa. Não passou. A marca: a menina anda devagar? faz trajectos curtos? ah é disso! E que por muitas voltas que desse com o carro a acelerar como dizia o livrinho e os mecânicos, ele teve que ir à marca e mudar o filtro. Foi o que me disseram. Toda a gente me gozou, afinal quem é que avaria o carro por andar devagar? Eu até me ri na altura, mas a dizer que não ando devagar, só cumpro os limites de velocidade...
Aos quatro anos, ligam outras luzes, vou ao mecânico: a menina faz trajectos curtos? sim... anda devagar? chegou-me logo a mostrada ao nariz!!!!!!!!!!! devagar? não, cumpro os limites da velocidade. Deu-me logo um chocapic (desculpem-me a expressão), então eu compro um carro que é um óptimo citadino, ando nos limites da velocidade e agora a culpa é minha? Não é o carro que é deficiente? Era o que me faltava, eu tenho boa memória e até posso ter madeixinhas loiras mas a minha tolerância para que gozem na minha cara é muito reduzida e puff, já acabou.
Uns silêncios depois, uns dias sem carro, uns programa-reprograma o carro só para me fazerem perder tempo e dinheiro para, no fim, a solução ser uma peça que custa $$$, e ainda levar com as culpas. Eu não conduzo devagar, o carro é que é defeituoso.
Estou arreliada e cada vez mais detesto vendedores, mecânicos e carros.   

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

hoje o esperar fez valer a pena

Hoje os maus tratos aos animais são crime, e o meu coração rejubila!
Lembro-me de quando era miúda eu e um grupo de vizinhos nos organizarmos por semanas para alimentarmos e protegermos os animais abandonados das  rusgas que a câmara municipal fazia aqui, numa desumana procura para abate. Abate é crime? Espero que seja.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ausência de amor

Tenho estado novamente ausente, e mais uma vez peço desculpa e ao mesmo tempo agradeço a tod@s que reclamaram de saudades! Esta ausência teve motivo de saudade e a razão do amor!
A minha adorada andorinha M., e a mãe dela, que coincide ser minha mana e a minha mais querida e melhor amiga estiveram cá! Depois de três semanas de férias nos Açores onde estive quase sempre com a M. do meu lado, o regresso, a perda, e o tempo deixaram-me ainda mais saudadosa. 
Sinto-me mais em casa quando estamos todos à mesa, sinto-me mais eu, mais completa, mais feliz, muito mais serena. Quem tem um familiar querido longe entenderá o que digo, porque eles podem ter ido porque era bom para eles, podem estar bem lá longe de nós, podem ter um prazo de regresso, ou pelo menos uma forte intenção, mas quem fica, fica com o espaço vazio de quem foi, o silêncio que nos faz sentir abafados por dentro, e até se pode sentir sereno, mas não se sentirá completo.
Isto tudo para dizer que quando tenho a família reunida na casa dos meus pais simplesmente "não há para mais ninguém". O meu tempo livre é para correr para Resende, e tento organizar os meus muitos turnos (demasiados) no Hospital para estar lá. Foi o que aconteceu, e quando eles foram embora tive que trabalhar para compensar as folgas que gozei antecipadamente. Desde já agradeço a todos os meus colegas que me facilitaram as trocas e me proporcionaram uma vida familiar que a minha profissão tem teimado, sobretudos nestes últimos meses, em não dar. Obrigada a vocês, de coração!
Depois então da ausência e do meu blablá aqui fica um cheirinho dos muitos momentos de ternura e cumplicidade com a M. 

M. no parque
orgulho-me em dizer que ela é todo o terreno - adoro!
M: a rainha das travessuras

M. o que estás a fazer? saltinhos!

Um xi-coração, um abraço, um beijo
M. o que estás a fazer?
.. asneiras!
O feitiço de sapatos que a D. lhe fez, aqui está, todos servem, adora!
M. a grande condutora
M. na praia
e o dia acabou em versão croquete

Foi assim, e mais, e melhor!
Já vos disse que ser tia foi o melhor presente que a minha irmã (e o M.!) me deu? Obrigada mana, a tua filha é o meu doce terror favorito.