sexta-feira, 22 de maio de 2015

esta música fala comigo

Chamam-se Ibeyi, são meio que Cubanas meio que Francesas, filhas de um dos membros carismáticos de Buena Vista Social Club, que toca tanto e há tanto tempo cá em casa, e só por isso, admito, a minha curiosidade foi imediata. Mas assim que veio o play e a primeira batida fiquei agarrada a esta sonoridade instantaneamente. Claro está que depois de River ouvi todo o álbum, e que ele tem andado em loop, ou na minha cabeça ou cá em casa. 
Adoro render-me a esta magia, e poder, que a música tem, de nos fazer sentir que a música dos outros é um bocadinho nossa, para nós, e que tenho a certeza, far-me-à sempre querer tê-la na minha vida.  
Não sei como falará com vocês, ou não, mas cá em casa é a banda sonora de queijo com vinho, e a janela aberta a deixar entrar o Verão. Banda sonora de um romance de Verão ou não, espero que mexa com vocês, como mexe comigo. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

gata mais gata não há

mãe, nasci assim charmosa, agora aguenta
a aproveitar que é bebé para encher de mimos
descobri isto aqui, é muito giro, posso estragar?

Pai, a mãe lavou-me a cara, estou zangada
Afinal fizemos as pazes, boa noite!!!

terça-feira, 5 de maio de 2015

350gr de amor

Conta a minha mãe que eu, desde os 2 ou 3 anos, sempre que via um cão tinha que lhe fazer um carinho, e que a minha irmã, por seu lado, não podia ver animais na rua, e assim sendo, com duas filhas desta raça, a família rapidamente cresceu com a gata Fofinha e o cão Putchi. Desde então, tivemos sempre animais, digo antes, cães. Entre aqui e Resende foram imensos os animais que já tivemos, a larga maioria deles recolhidos na rua. 
Recordo-me que no meu 5º ano eu e os meus vizinhos formámos um grupo cujo objectivo era alimentar, e proteger das denuncias ao canil, os cães abandonados que apareciam nos jardins do prédio. Lembro-me que havia um dia na semana em que eu era responsável por os alimentar, que chegaram a ser 4 ou 5, mas é do Velhinho e do Leão que guardo memórias tão ternurentas como as que tenho dos meus próprios cães. 
O Velhinho era um cão já idoso que apareceu aqui com muitas feridas e já cego de um olho. Seguia-nos para todo o lado e era mesmo, mesmo muito meigo. Até as minhas vizinhas da brigada anti-cães gostavam dele. Para o proteger do canil tinha uma coleira, e morreu aqui connosco, adoptado por uma vizinha. O Leão era um cão enorme, branco e castanho, novinho, lindo, lindo, e que só fazia disparates. Era buracos no jardim, era seguir-nos até à escola, avançar as grades e ir ter connosco à aula de Educação Física destabilizar tudo, a nós porque nos riamos com ele a correr, às tontas das minhas colegas porque tinham medo dele. O Leão teve várias famílias adoptivas, mas fugia e uns dias depois regressava para nós. Não foi possível ser adoptado porque ele já nos tinha adoptado a nós. Um dia uma vizinha chamou pela milésima vez o canil, e nós não o conseguimos esconder...
Portanto os animais sempre fizeram parte da minha vida, mas desde há 9 anos, quando fiquei a morar sozinha deixei de poder ter um dos meus cães comigo, por conta dos horários. Entre o aprender a viver sozinha, a especialidade e as obras cá em casa os anos foram-se passando. Ir a Resende era mais do que estar com os meus pais, era estar também com os meus cães, era e é estar em família. Dava para matar as saudades, e vê-los lá os 5, todos juntos, e felizes, confortava-me e preenchia o vazio que sentia. E assim foi, até o dia em que deixou de ser suficiente. Todos aqueles que têm animais de estimação me irão compreender porque, na verdade, não há absolutamente nada que substitua o afecto e a ligação que temos com os nossos animais. 
Como as condicionantes para ter um cão se mantinham, lá diz o ditado quem não tem cão caça com gato. Mas não foi fácil, porque a esta altura do campeonato a decisão já não era só minha, e foi preciso muita campanha, angariar apoiantes, plantar a ideia, ser muito firme e persistente, e campanha, campanha, campanha!!! O argumento final foi o Thor da I&A, obrigada aos três pelo apoio! Seis meses depois ganhei as eleições, e há duas semanas ganhei o melhor presente de sempre: 

Nocas, 1 mês e 1 semana e 350gr de puro amor


quinta-feira, 23 de abril de 2015

domingo na lama

Este Domingo deu-me(nos) para a loucura. Não chegava só fazer km para ir correr longe de casa, nem acordar cedo, nãaaaoo! Domingo passado fui até Póvoa de Lanhoso correr na Call of de Wild, e não sabia mesmo ao que ia. 
Uma prova de 17 km com  25 obstáculos, em trail, isto era o que eu achava. Éis o que aconteceu: 17 km de corridas no monte, com um grupo fantástico (obrigada equipa: I, A, E e N) em que alternei entre mergulhos na lama, no rio, nos charcos, rastejei no chão, na lama, subi cordas e penedos, carreguei pneus e troncos, andei enterrada numa mina, e no fim dei um saltinho de 5 metros para o lago. Ahah!
Os primeiros kms custam muito porque os músculos demoram a aquecer (é porque sou super musculada claro está) e ainda não estava mentalizada para me sujar toda ou molhar até aos ossos, mas a partir do km 7 ou 8, foi vale tudo, aqui vai, carreguem no play, vale mesmo a pena, para acreditarem ou para ganharem vontade de experimentar, pelo menos uma vez! (nós somos as vermelhinhas)

resumo da prova

nós, no final a saltar, adorei!!!

a minha cara de frrrrrriiiiooooooooo
pé ante pé...

aqui já vale tudo, até acartar troncos!
Como nota final preciso só de dizer que pelo preço e distância a prova deveria ter incluído qualquer coisa de comer nos abastecimentos, e nunca apenas água, houve muito pouco respeito pelos participantes e muito foco no lucro. Foi uma prova com muitos banhos de rio, mesmo muitos mergulhos e já não conseguíamos aquecer, e no fim, o banho de água fria nos balneários só mesmo para tirar o grosso da lama. Mas fora estes apontamentos, uma prova muito bem organizada no percurso e essencialmente divertida, foram 4h de diversão, companheirismo e desafio.

para o ano há mais?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

M em flashback

Gostava muito de vos poder dizer como foi namorar a minha andorinha por uma semana, mas acho que a cada partida se torna mais difícil viver sem ela. Se no inicio o que me unia a ela era apenas amor incondicional, à medida que ela vai crescendo não consigo controlar esta paixão assolapada por aquele pequeno ser que de repente tem gostos, vontades.. uma personalidade. Passaram-se três anos num flash e ela é já uma pequena pessoa, que nos testa, que experimenta, que sabe dizer que sim, mas é óptima a dizer que não, que é espontâneamente carinhosa. Mas no fundo, o que mais transparece nela, e o que mais me emociona é senti-la uma criança feliz.


o parque em Resende já é uma rotina nossa
ela adora
porque afinal ela é

a rainha da asneira

e eu deixo!

 M., Nody e a Pepa

Portugal dos Pequeninos - a ponte dos bebés, como ela lhe chamou.
só mais um parque
Mãe da M quando voltamos a casa: então as coisas eram pequeninas? Não mãe eram enormes, algumas fedorentas
regresso do passeio com os avós: madrrrrinha são para ti e para a mãe! aguenta coração!
tardes inteiras com os cães no jardim

colo, carinho, Pepa, xuxa e sono de fim do dia, não se pode pedir mais****


sexta-feira, 3 de abril de 2015

andorinha

voa, voa....*****

Hoje é o dia, e eu já estou aqui em contagem decrescente, porque sou oficialmente perdida pela minha sobrinha, porque já lá vão uns infinitos três meses desde o último abraço apertado, porque a minha sobrinha trás com ela a minha pessoa mais querida, a minha melhor amiga, o meu orgulho, a minha irmã. 
São muitas, são demasiadas saudades. Se em todos os outros dias ela é a andorinha que, sozinha, consegue trazer até mim a Primavera, independentemente da altura do ano em que estejamos, hoje, especialmente, o meu coraçãozinho já bate sem saber bater de aflito. 
Sei que vou rir, e sei que vou chorar quando te vir, quando te cheirar. Sei que te vou apertar mais do que vais querer ser apertada, e que te vou atirar ao ar quando pedires para ir ao chão. Sei, soube-o sempre, que faço tudo por te ter embrulhada neste carinho sem fim, plantado em mim quando, a minha mana e tua mãe, me ligou a dizer "olha estou grávida!". 
Por muito que fale, por muito que tente explicar às pessoas que ouvem os meus suspiros de saudade e me perguntam em retórica "sentes muita falta dela não é", o quanto eu gosto de ti, nunca será suficiente. O tempo que tenho contigo nunca chega, quero sempre mais, até quando fazes birras eu quero mais. 
O tempo pode passar com toda a sua pressa, e tu já estás tão mais crescida agora,
mas, esta fotografia, irá para sempre simbolizar
 a cumplicidade do nosso amor, que não há distância que possa apagar. 

sábado, 21 de março de 2015

café da saudade


Café à moda antiga.
Café que desperta não só o sono, mas memórias ternurentas. 
Café que me faz ter menos saudades da família porque me recorda de quando éramos pequenitas e estávamos todos juntos, aqui, nesta cozinha.
Café bem gostoso. Quem é que se lembra de fazer café assim?
Obrigada TT por me trazeres esta memória boa!