sábado, 7 de novembro de 2015

adivinhem quem voltou ?

Este ano bati todos os (meus) recordes, e o Natal já chegou.
Com a Nocas lá por casa, cada pormenor é um desafio, uma aventura com dois meses de duração, e certamente com o coração nas mãos. Curiosos ?


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

aventuras (e amores) de Verão

Estamos no início do Outono e já estou roidinha de saudades do Verão. Com as saudades veio-me à memória uma das minha aventuras de verão: o surf. 
Podem achar que o surf não é nada radical, ou apaixonante, mas para mim que arrisco pouco, foi radical sim. 
Fiz uma aula nível 0, em Matosinhos e as dificuldades começaram logo a vestir o fato, molhado e com areia, a arranhar e fazer vácuo. até fechar o zip sem arrancar cabelos foi um desafio. Ultrapassado esta primeira etapa, o professor apresenta-nos a prancha e aponta lá para o fundo, o mar, como quem diz, e ele disse, toca a acartar (arrastar) isso até lá. Uma mão aqui e outra ali e é mais fácil, diz ele. Fácil, então mas o meu braço não dá essa volta toda penso eu... A muito custo, a prancha chegou à beira-mar, mas mesmo assim, logo ali, mais inteira do que eu. Na areia umas demonstrações básicas, mas essenciais, diz o professor, e eu penso, óh isto não parece assim difícil. Erro meu, óbvio. 
Resumidamente, foi muito, muito giro, mas porque eu me sei divertir com a minha natural falta de jeito para o desporto, e porque o professor ia atrás de mim e da prancha a dizer, põe a mão ali, o pé acolá, roda, agora levante. Acreditem ou não, lá me levantei. mas caí tanto, engoli tanta água, que às tantas, não sei como consegui magoar-me com a prancha. Um talento só, é que nasci mesmo para o desporto. Um mês com uma contusão pulmonar, que dói tanto que pensei que tinha partido as costelinhas, mas ainda assim, diverti-me imenso, e quero bis. Vamos I.?

aqui está a prova, não há ondas, mas eu tenho um ar todo pró

aqui já quase, quase a dar o meu melhor (cair)

obrigada A. pela espera e reportagem fotográfica, sem ela ninguém iria acreditar!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

do longe fazer perto, a surpresa

Já contámos quase três anos que a minha mana rumou aos Açores e desde então, como têm sido testemunhas aqui no blogue, temos feito um esforço por fazer do longe perto. Desta vez achei mesmo que o melhor presente que lhe poderia dar era esticar o tempo, encurtar a distância, e surpreendê-la no seu aniversário. 
Com a ideia aos pulos na cabeça, pude contar com o M. em tudo. 
- arranjar um pretexto para a mana passar o fim de semana em São Miguel 
- marcar todos os voos sincronizadamente
- marcar hotel
- alugar carro
- mandar presente de aniversário pelo correio para ela não desconfiar de nada
- mentir e esperar: o mais difícil de tudo


Terra Nostra Garden Hotel foi o Hotel escolhido

Chegámos já de noite e só de olhar para esta entrada linda as borboletas na barriga dispararam.
Tenho que agradecer aos funcionários que alinharam na surpresa
 e não deixaram que ela desconfiasse de nada.  

Não tenho nenhuma foto do momento da surpresa, desculpem, não me lembrei, será mais uma daquelas memórias que ficam guardadas apenas no coração. Mas posso dizer que a minha irmã ficou totalmente surpreendida, por uns segundos nem reagiu, e depois só repetia a rir, é a minha mana, é a minha mana. Com a pequena M. aos saltinhos e gritinhos nas pernas dela, foi um momento que jamais iremos esquecer. 
Jantámos cozidos das furnas, um cliché é certo, mas que apetecia imenso. Ir às Furnas implica comer cozido, e para mim, teve ainda direito a queijo de São Jorge de entrada, acompanhado por vinho Terras de Lava do Pico. Várias ilha reunidas à mesa, uma família e só um sabor, Açores. 


No fim da noite, de coração cheio, foi assim.

O pequeno almoço toma-se aqui, neste casamento perfeito entre a arquitectura e a decoração,
que sabem o seu lugar, e fazem da natureza a actriz principal.
Há magia a acontecer neste Hotel, posso assegurar.
Acordei super cedo e faminta, e este hotel ainda é pior
do que todos os outros na tentação do pequeno almoço. Os queijos e os iogurtes são Açorianos,
 o pão levedo, o bolo de laranja caseiro (o meu preferido),
os sumos de fruta naturais que parecem os da minha mãe, socorro!

A companheira perfeita para o pequeno almoço chega e enche de alegria a sala. 

Açores sem chuva não é Açores, e se havia chuva para cair foi naquele Sábado de manhã.
O hotel dispõe de uma charmosa piscina interior aquecida para os hóspedes,
e portanto passamos a manhã a banhos, na contemplação,
ou em conversas de raparigas entre a sauna e banho turco
Tivemos tempo para brincadeiras e tolices na água

E aquele abraço que dá sentido a tudo.
Até que o tempo ajudou e fomos dar um mergulho na menina dos olhos
 deste Hotel e do parque que ele integra.
Amor perfeito, e nenúfares 

Esta piscina de água naturalmente aquecida, entre os 35º a 40º,  não é suja, tem muito ferro.

Aconselho que escolham uma roupa de banho à qual não tenham muito amor porque às vezes
ficam manchas, embora eu tenha tido sorte.

Frio e chuva cá fora, e água quente lá dentro, tornou-se impossível resistir.
Obrigada R. por seres o parceiro que embarca sempre comigo e de mão dada.
A M. a dizer "esta é a minha preferida porque é em coração" e toda uma plateia atenta. 
Aqui o sol abriu e estávamos quase no início da tarde, decidimos rumar a Ponta Delgada para matar saudades da comida deliciosa da Quinta dos Açores. O que é que é bom lá? Os hambúrgueres, os bifes, os crepes, as batatas fritas, os gelados... Tudo. Uma empresa familiar natural da Terceira que tem vindo a crescer, com base no mérito da qualidade superior dos produtos, no trabalho, e na sabedoria de saber mostrar aquilo que os Açores têm de melhor, a sua cultura. 

Nós as duas e a Quieta, que neste dia estava de parabéns
pelo primeiro aniversário do restaurante em São Miguel: parabéns!

Os gelados são de perder a cabeça, mas o meu copo é o pequeno!
Estive indecisa entre os sabores de chocolate e o D. Amélia, mas são todos bons.
Patetices na marina de Ponta Delgada, naquele segundo, filho único, no qual me equilíbrio
a tentar mostrar à minha mana o que é um pistol. Um dia chego lá!

Dia seguinte, ou, últimas horas, foi tão bom, tão intenso, tão especial

que apesar de o tempo ter sido pouco, a alegria foi maior.
Nada disto teria sido possível sem o apoio do M. : obrigada por ajudares a fazer acontecer, e por partilhares comigo o amor e o tempo com a minha alma gémea. 
Alma gémea: é tão mais fácil ser feliz contigo, mas agora que estamos a transbordar de energia vamos regressar às nossas vidas e fazer acontecer, porque a árvore de Natal já está pronta e daqui a nada estás de volta. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

fim de semana kinder surpresa

Este fim de semana foi mágico, inspirador, reparador, o mais especial de sempre. 
Foi a prova de que dar é o melhor presente que podemos receber. 
Amanhã conto tudo, mas começou assim....


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

do lixo com amor



Chamavas-te Tuca. Com o tempo foste ficando Tuquinha, Tuquita, Kika, Kikinha, Kikita. Tantos nomes que nunca geraram confusão para nós, só transpareceram amor, sempre. 
Há 11 anos atrás estavas no lixo aqui ao lado de casa, e eras um saco preto de carraças. Já resgatamos muitos cães, mas nunca um cão tão pequeno com quase mais carraças do que pêlo. Recordo, nesta minha memória cuja lógica ainda não entendo, de a veterinária ter dito que podia ter morrido com o banho da loção mata carraças. Banho não, banhos, foram quatro, também me lembro disso. De como ficavas a chorar e a tremer quando o produto actuava, e de como não paravam de cair carraças mortas na banheira, banho após banho. Lembro-me de como eras pequenina, faminta, meiga e super assustada. Cresceste, mas nunca deixaste de ser assustada, nem faminta, nem meiga, nunca. Kikita a rapa tachos, Kikita a papa arroz, Kikita a obediente, Kikita das corridas. 
Sei que nunca mais ninguém vai chorar de alegria por nos ver como tu fazias sempre, genuinamente, nem ninguém vai adorar torrões de arroz como tu. Quem é que vai ousar pousar o focinho no colo do meu pai, à espera de um mimo de trincar? Tu, eras aquela a quem ninguém queria dar banho, porque ficavas tão sentida, que às vezes chegavam a passar-se dias sem que nos deixasses de novo tocar em ti. Quem é que com aquele ar de sonsa fugia de casa, para regressar horas depois, com penas das galinhas do vizinho na boca? Quantas vezes te ralhamos e te prendemos de castigo, mas acabavas sempre por ser reincidente. 
Faz uma semana que, ainda não sei como, ficámos sem ti.  Hoje no treino corri, não sei se de ti, se para ti, se contigo. Mas às tantas, só me conseguia lembrar de que nunca mais iria poder chamar-te para uma corrida comigo, ou um simples passeio pela quinta. Gostava sempre de pensar que nisso éramos parecidas, éramos felizes a correr. Gostava disso, de sermos parecidas, porque para mim, e para nós, sempre foste família. 
Para nós, as casas só são lares com famílias lá dentro, e as famílias são aquelas feitas de pessoas e animais. Trazer-te do lixo foi das melhores decisões que podíamos ter tomado nos últimos anos, porque foste a cadela mais companheira de sempre e a mais atenta a nós. Foi tudo tão depressa para toda a falta que nos vais fazer. Foi tão difícil superar a ausência da Pepa no ano passado, que não sei como é que, em tão pouco tempo, de cinco cães felizes, traquinas e mimados, só temos três. 
Chegaram a ser quase 30kg de Kika, com andar à pato, mas nem por isso menos disposta e capaz de correr, numa fuga para as galinhas, ou ao nosso encontro. No vazio que sobra da tua ausência, quero lembrar sempre a alegria de nos teres ao teu lado, porque tu é que vieste do lixo, mas a sorte e o lucro foi todo nosso. 


domingo, 20 de setembro de 2015

21km a correr para acreditar

A dois dias da Meia Maratona do Porto fui desafiada, e aliciada com um dorsal, a correr a prova. E fui. Mas foi tão inesperado que houve até quem tenha dito "agora a sério, quem vai correr a prova Domingo que lavante a mão" e eu lá mantive a minha mão temerosa levantada. Sem ressentimentos PS, eu própria estava repleta de surpresa e reticências.
Fazer esta prova só fez sentido por ser um pedido da minha parceira de corrida, que é aquela pessoa que corre ao meu lado, e tantas vezes é a lebre, que me desafia e mantém a motivação, mesmo naqueles dias em que não apetece nada treinar. Começamos por ser parceiras de corrida por mero acaso e hoje em dia posso dizer que foi um acaso muito feliz e que acarinho muito.
Mas, com eu ia a dizer, não gosto nada da Meia Maratona do Porto, porque é em Setembro e está calor, e eu odeio correr com calor, porque o percurso é muito repetitivo, só a marginal do Freixo corre-se três vezes, o que em termos motivacionais para mim não resulta, além de ter que estar a gerir o esforço, e as eventuais dorzinhas que gostam sempre de dar o ar da sua graça nestes dias, passo a prova toda a pensar que ainda vou voltar para trás e voltar, enfim, não gosto mesmo nada. Mas fui.
Fui e comecei bem devagarinho, para me certificar que tinha pernas até ao fim. Algures entre os 11 e 15 km foi muito bom porque percebi que ia terminar, daqui para a frente uma bolha num pé e uma dor no tornozelo do outro pé quiseram acompanhar-me até à meta e já não foi assim tão feliz.
Aos 20 km voltou a alegria, e já não quis saber das dores, cheínha de fome, começo a correr o mais rápido que o meu estômago colado às costas deixa, até às 2h17min. Podem achar que é muito tempo, e foi, as minhas perninhas que o digam agora, mas uma coisa é certa, valeu todo o esforço. Valeu a pena tentar, e valer a pena arriscar, porque na corrida, como em tudo na vida, o é importante ter os parceiros certos do nosso lado, mas acima de tudo, dar o litro e acreditar.
Obrigado parceirinha!

Foi assim que tudo começou, com o charmoso do Thor a dar-nos força
aos 13km a minha cara diz "acredito!"
No final não poderia estar mais feliz por o ter(mos) conseguido. Na próxima MM prometo
que treinamos para não custar tanto.

O percurso está aqui, foi devagar mas foi non stop: Garmin Connect

terça-feira, 15 de setembro de 2015

alma gémea, o regresso

Regresso a ti, e tu regressas ao mar salgado. Talvez este regresso seja uma separação, ou subtraindo o dramatismo, seja simplesmente um caminho diferente, mas não necessariamente divergente. 
A verdade é que a geografia nos trai, separando-nos, mas nos une, nesta distância que teima em se manter entre nós. Quanto mais longe, e quanto maior é o tempo que nos mantemos afastadas uma da outra, mais eu regresso a ti, meu cliché, porque, cá dentro, deste casulo que exteriorizo, em catarse, sinto-me somente eu. E quem além de ti, alma gémea, me faz sentir tão segura e tão certa de mim? Reúnes o bem e o mal, e adoro-te quase sempre, embora às vezes me enfureças com o teu síndrome de astro.  
Sei que tenho sorte, e sinto sempre necessidade de o manifestar. Tenho sorte por te ter na minha vida, por o nosso amor maior nos ter ensinado o Amor, por estarmos sempre disponíveis, e prontas, a tirar o tapete uma à outra, e a reunir os cacos logo de seguida. 
Estás sempre a reclamar o meu regresso a este cliché, de tal forma, que foram várias as ameaças a que me vi sujeita. Por variados motivos não podemos discutir aqui a legalidade desse teu método. Contra todas as expectativas, agradeço-te por isso, porque ter-te-ei já agradecido, vezes sem conta, por tudo o mais que haverá a agradecer. 
Sinto que, de cada vez que voltas e partes, és cada vez mais minha, e somos cada vez mais uma só. Como se a distância nos beneficiasse com a clarividência de sentir, e saber, sem palavras ou olhares. Batemos os olhos uma na outra só para confirmar, e as palavras estranhamente dizem apenas o que sabíamos de antemão. 
Sei que és diferente, que és maior, que a adversidade passa por ti, não sem custo, mas sem hipótese de espalhar o medo. E quem diria, que serias tu a ganhar ao medo? O gritinho que não ouvi, mas sabia que tinhas dado naquele salto da lagoa escura, as lágrimas que não posso ver mas sei que as estás a chorar... minha irmã, minha alma gémea. 
Que as palavras unam a distância, que a distância dissolva as fraquezas, que o tempo dissipe a adversidade, porque a falta que me fazes só não é maior do que o nosso amor, e um dia só vamos lembrar a magia de cada regresso, e o brilho no olhar.