quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

DIY: árvore de Natal à prova de gatos

Já estamos em Dezembro e hoje faz um mês que a minha decoração de Natal sobrevive à Nocas. 
Quando há 9 meses recebi a Nocas, aos poucos, de todo o lado fui ouvindo histórias de terror entre gatos e árvores de Natal. À medida que ela foi crescendo, o meu projecto árvore de Natal ganhou forma. Percebi que a minha antiga árvore de Natal teria que ser substituída de vez, e assim foi. 
Foi fácil, qualquer um pode fazer, barato, divertido, e no final, modéstia à parte, ficou mesmo charmosa. 

Primeiro passo: 

Escolher uma árvore ou galhos secos ou partidos e deixar secar (eu fiz isto em Agosto) mas pode ser mais tarde. Deixei a árvore secar à vista da Nocas para que ela se fosse habituando e brincando com a novidade. 

Segundo passo:

Comprei um vaso de plástico básico e argamassa para fixar a árvore e resistir às investidas da Nocas. É importante aqui escolher um vaso que suporte alguns kilos de argamassa para maior estabilidade. A execução é mesmo simples, misturar a argamassa com água, mexer para ficar consistente, colocar no vaso como se fosse terra e pôr a árvore. A secagem demora entre um dia ou dois, e portanto, depois disto, devem deixar o vaso com a árvore encostados numa parede ou superfície que lhes garanta estabilidade. 

Terceiro passo: pintar

Pintar não é obrigatório. Podem optar por deixar ao natural, ou colocar verniz. Escolhi pintar de branco e em spray porque combina melhor com a minha sala e o spray garante um ar rústico qb, que era o que eu pretendia. A secagem também irá demorar um ou dois dias, depende do tempo e quantidade de tinta aplicada. 
Depois disto, trouxe a árvore para casa e ficou no quarto de vestir quase um mês, à mercê da curiosidade felina. Sobreviveu e com isto tudo, chegou Novembro e eu não resisti mais, declarei aberta a época Natalícia cá em casa.  
Antes de passar às fotos devo dizer que esta brincadeira não custou mais de 15€, e além da robustez da árvore, acho que eliminar o factor surpresa ajudou imenso. Foi só pôr o vaso dentro de um cesto que tinha comprado para o efeito e encher de pinhas. 

Simples, personalizada, mas sobretudo, cheia de amor.

P.S: antes de terminar tenho que agradecer ao ML pelos esclarecimentos, e à R por ceder a sua garagem! Os detalhes mostro depois :)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

o tempo é o meu Norte

As Sufragistas. Um filme sobre as mulheres, e não só.
Um filme que fala do direito ao voto por parte das mulheres, claro, mas que retrata a sua representação social, mas também da representação familiar. O que eram as mulheres para a sociedade, ou seja, como eram vistas socialmente, um adorno ou recurso; politicamente, umas incapazes; e economicamente, como mão de obra barata. 
Fala-nos da desumanidade, da pobreza extrema a que estavam destinadas, logo à nascença, e à pobreza maior, à de pensamento. Em como a obediência e a submissão total eram vistas como qualidades essenciais, e o amor próprio ou o simples "porquê" o maior delito. Formatadas e premiadas para servir, linchadas por pensar. 
A liberdade de pensar, de questionar, de querer saber, e o direito à autodeterminação sexual, a estudar, a escolher, a ser. A ser pessoa, não  apenas mulher. Aos que acham que o feminismo é desadequado e socialmente incómodo, este filme é um bom desafio a que saiam da sua zona de conforto e comodismo, e encarem aquela que foi a realidade de há apenas 100 anos. O feminismo não é uma questão da mulher, pequeno aquel@ que pensa assim, é uma questão do Homem. O feminismo faz tanto sentido para mim como os direitos das crianças, os direitos dos idosos (que deviam estar especificamente consagrados na lei, protegidos e alvo de punição) e o direito dos animais. É o direito a ser, a existir, à dignidade. E a forma como cada um de nós vê e reconhece, exercendo esse direito ou legitimando-o no outro, não diz nada de nós, mas denuncia aqueles que não são gente. 
Resumindo, um filme a não perder, se quiserem questionar a sorte de sermos bem nascidos, neste tempo e nesta localização do globo. Do outro lado do mundo há uma pessoa, como nós, que não pode  teclar a dizer o que pensa, ou ter o livre arbítrio de escolher. 
Quanto a mim agradeço à Sorte, ao Tempo e ao meu Norte. 


sábado, 7 de novembro de 2015

adivinhem quem voltou ?

Este ano bati todos os (meus) recordes, e o Natal já chegou.
Com a Nocas lá por casa, cada pormenor é um desafio, uma aventura com dois meses de duração, e certamente com o coração nas mãos. Curiosos ?


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

aventuras (e amores) de Verão

Estamos no início do Outono e já estou roidinha de saudades do Verão. Com as saudades veio-me à memória uma das minha aventuras de verão: o surf. 
Podem achar que o surf não é nada radical, ou apaixonante, mas para mim que arrisco pouco, foi radical sim. 
Fiz uma aula nível 0, em Matosinhos e as dificuldades começaram logo a vestir o fato, molhado e com areia, a arranhar e fazer vácuo. até fechar o zip sem arrancar cabelos foi um desafio. Ultrapassado esta primeira etapa, o professor apresenta-nos a prancha e aponta lá para o fundo, o mar, como quem diz, e ele disse, toca a acartar (arrastar) isso até lá. Uma mão aqui e outra ali e é mais fácil, diz ele. Fácil, então mas o meu braço não dá essa volta toda penso eu... A muito custo, a prancha chegou à beira-mar, mas mesmo assim, logo ali, mais inteira do que eu. Na areia umas demonstrações básicas, mas essenciais, diz o professor, e eu penso, óh isto não parece assim difícil. Erro meu, óbvio. 
Resumidamente, foi muito, muito giro, mas porque eu me sei divertir com a minha natural falta de jeito para o desporto, e porque o professor ia atrás de mim e da prancha a dizer, põe a mão ali, o pé acolá, roda, agora levante. Acreditem ou não, lá me levantei. mas caí tanto, engoli tanta água, que às tantas, não sei como consegui magoar-me com a prancha. Um talento só, é que nasci mesmo para o desporto. Um mês com uma contusão pulmonar, que dói tanto que pensei que tinha partido as costelinhas, mas ainda assim, diverti-me imenso, e quero bis. Vamos I.?

aqui está a prova, não há ondas, mas eu tenho um ar todo pró

aqui já quase, quase a dar o meu melhor (cair)

obrigada A. pela espera e reportagem fotográfica, sem ela ninguém iria acreditar!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

do longe fazer perto, a surpresa

Já contámos quase três anos que a minha mana rumou aos Açores e desde então, como têm sido testemunhas aqui no blogue, temos feito um esforço por fazer do longe perto. Desta vez achei mesmo que o melhor presente que lhe poderia dar era esticar o tempo, encurtar a distância, e surpreendê-la no seu aniversário. 
Com a ideia aos pulos na cabeça, pude contar com o M. em tudo. 
- arranjar um pretexto para a mana passar o fim de semana em São Miguel 
- marcar todos os voos sincronizadamente
- marcar hotel
- alugar carro
- mandar presente de aniversário pelo correio para ela não desconfiar de nada
- mentir e esperar: o mais difícil de tudo


Terra Nostra Garden Hotel foi o Hotel escolhido

Chegámos já de noite e só de olhar para esta entrada linda as borboletas na barriga dispararam.
Tenho que agradecer aos funcionários que alinharam na surpresa
 e não deixaram que ela desconfiasse de nada.  

Não tenho nenhuma foto do momento da surpresa, desculpem, não me lembrei, será mais uma daquelas memórias que ficam guardadas apenas no coração. Mas posso dizer que a minha irmã ficou totalmente surpreendida, por uns segundos nem reagiu, e depois só repetia a rir, é a minha mana, é a minha mana. Com a pequena M. aos saltinhos e gritinhos nas pernas dela, foi um momento que jamais iremos esquecer. 
Jantámos cozidos das furnas, um cliché é certo, mas que apetecia imenso. Ir às Furnas implica comer cozido, e para mim, teve ainda direito a queijo de São Jorge de entrada, acompanhado por vinho Terras de Lava do Pico. Várias ilha reunidas à mesa, uma família e só um sabor, Açores. 


No fim da noite, de coração cheio, foi assim.

O pequeno almoço toma-se aqui, neste casamento perfeito entre a arquitectura e a decoração,
que sabem o seu lugar, e fazem da natureza a actriz principal.
Há magia a acontecer neste Hotel, posso assegurar.
Acordei super cedo e faminta, e este hotel ainda é pior
do que todos os outros na tentação do pequeno almoço. Os queijos e os iogurtes são Açorianos,
 o pão levedo, o bolo de laranja caseiro (o meu preferido),
os sumos de fruta naturais que parecem os da minha mãe, socorro!

A companheira perfeita para o pequeno almoço chega e enche de alegria a sala. 

Açores sem chuva não é Açores, e se havia chuva para cair foi naquele Sábado de manhã.
O hotel dispõe de uma charmosa piscina interior aquecida para os hóspedes,
e portanto passamos a manhã a banhos, na contemplação,
ou em conversas de raparigas entre a sauna e banho turco
Tivemos tempo para brincadeiras e tolices na água

E aquele abraço que dá sentido a tudo.
Até que o tempo ajudou e fomos dar um mergulho na menina dos olhos
 deste Hotel e do parque que ele integra.
Amor perfeito, e nenúfares 

Esta piscina de água naturalmente aquecida, entre os 35º a 40º,  não é suja, tem muito ferro.

Aconselho que escolham uma roupa de banho à qual não tenham muito amor porque às vezes
ficam manchas, embora eu tenha tido sorte.

Frio e chuva cá fora, e água quente lá dentro, tornou-se impossível resistir.
Obrigada R. por seres o parceiro que embarca sempre comigo e de mão dada.
A M. a dizer "esta é a minha preferida porque é em coração" e toda uma plateia atenta. 
Aqui o sol abriu e estávamos quase no início da tarde, decidimos rumar a Ponta Delgada para matar saudades da comida deliciosa da Quinta dos Açores. O que é que é bom lá? Os hambúrgueres, os bifes, os crepes, as batatas fritas, os gelados... Tudo. Uma empresa familiar natural da Terceira que tem vindo a crescer, com base no mérito da qualidade superior dos produtos, no trabalho, e na sabedoria de saber mostrar aquilo que os Açores têm de melhor, a sua cultura. 

Nós as duas e a Quieta, que neste dia estava de parabéns
pelo primeiro aniversário do restaurante em São Miguel: parabéns!

Os gelados são de perder a cabeça, mas o meu copo é o pequeno!
Estive indecisa entre os sabores de chocolate e o D. Amélia, mas são todos bons.
Patetices na marina de Ponta Delgada, naquele segundo, filho único, no qual me equilíbrio
a tentar mostrar à minha mana o que é um pistol. Um dia chego lá!

Dia seguinte, ou, últimas horas, foi tão bom, tão intenso, tão especial

que apesar de o tempo ter sido pouco, a alegria foi maior.
Nada disto teria sido possível sem o apoio do M. : obrigada por ajudares a fazer acontecer, e por partilhares comigo o amor e o tempo com a minha alma gémea. 
Alma gémea: é tão mais fácil ser feliz contigo, mas agora que estamos a transbordar de energia vamos regressar às nossas vidas e fazer acontecer, porque a árvore de Natal já está pronta e daqui a nada estás de volta. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

fim de semana kinder surpresa

Este fim de semana foi mágico, inspirador, reparador, o mais especial de sempre. 
Foi a prova de que dar é o melhor presente que podemos receber. 
Amanhã conto tudo, mas começou assim....


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

do lixo com amor



Chamavas-te Tuca. Com o tempo foste ficando Tuquinha, Tuquita, Kika, Kikinha, Kikita. Tantos nomes que nunca geraram confusão para nós, só transpareceram amor, sempre. 
Há 11 anos atrás estavas no lixo aqui ao lado de casa, e eras um saco preto de carraças. Já resgatamos muitos cães, mas nunca um cão tão pequeno com quase mais carraças do que pêlo. Recordo, nesta minha memória cuja lógica ainda não entendo, de a veterinária ter dito que podia ter morrido com o banho da loção mata carraças. Banho não, banhos, foram quatro, também me lembro disso. De como ficavas a chorar e a tremer quando o produto actuava, e de como não paravam de cair carraças mortas na banheira, banho após banho. Lembro-me de como eras pequenina, faminta, meiga e super assustada. Cresceste, mas nunca deixaste de ser assustada, nem faminta, nem meiga, nunca. Kikita a rapa tachos, Kikita a papa arroz, Kikita a obediente, Kikita das corridas. 
Sei que nunca mais ninguém vai chorar de alegria por nos ver como tu fazias sempre, genuinamente, nem ninguém vai adorar torrões de arroz como tu. Quem é que vai ousar pousar o focinho no colo do meu pai, à espera de um mimo de trincar? Tu, eras aquela a quem ninguém queria dar banho, porque ficavas tão sentida, que às vezes chegavam a passar-se dias sem que nos deixasses de novo tocar em ti. Quem é que com aquele ar de sonsa fugia de casa, para regressar horas depois, com penas das galinhas do vizinho na boca? Quantas vezes te ralhamos e te prendemos de castigo, mas acabavas sempre por ser reincidente. 
Faz uma semana que, ainda não sei como, ficámos sem ti.  Hoje no treino corri, não sei se de ti, se para ti, se contigo. Mas às tantas, só me conseguia lembrar de que nunca mais iria poder chamar-te para uma corrida comigo, ou um simples passeio pela quinta. Gostava sempre de pensar que nisso éramos parecidas, éramos felizes a correr. Gostava disso, de sermos parecidas, porque para mim, e para nós, sempre foste família. 
Para nós, as casas só são lares com famílias lá dentro, e as famílias são aquelas feitas de pessoas e animais. Trazer-te do lixo foi das melhores decisões que podíamos ter tomado nos últimos anos, porque foste a cadela mais companheira de sempre e a mais atenta a nós. Foi tudo tão depressa para toda a falta que nos vais fazer. Foi tão difícil superar a ausência da Pepa no ano passado, que não sei como é que, em tão pouco tempo, de cinco cães felizes, traquinas e mimados, só temos três. 
Chegaram a ser quase 30kg de Kika, com andar à pato, mas nem por isso menos disposta e capaz de correr, numa fuga para as galinhas, ou ao nosso encontro. No vazio que sobra da tua ausência, quero lembrar sempre a alegria de nos teres ao teu lado, porque tu é que vieste do lixo, mas a sorte e o lucro foi todo nosso.