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sexta-feira, 22 de maio de 2015

esta música fala comigo

Chamam-se Ibeyi, são meio que Cubanas meio que Francesas, filhas de um dos membros carismáticos de Buena Vista Social Club, que toca tanto e há tanto tempo cá em casa, e só por isso, admito, a minha curiosidade foi imediata. Mas assim que veio o play e a primeira batida fiquei agarrada a esta sonoridade instantaneamente. Claro está que depois de River ouvi todo o álbum, e que ele tem andado em loop, ou na minha cabeça ou cá em casa. 
Adoro render-me a esta magia, e poder, que a música tem, de nos fazer sentir que a música dos outros é um bocadinho nossa, para nós, e que tenho a certeza, far-me-à sempre querer tê-la na minha vida.  
Não sei como falará com vocês, ou não, mas cá em casa é a banda sonora de queijo com vinho, e a janela aberta a deixar entrar o Verão. Banda sonora de um romance de Verão ou não, espero que mexa com vocês, como mexe comigo. 

sábado, 14 de março de 2015

esta música que não me sai da cabeça

Quem é que já não quis, não voltar sozinho para casa?
Quem é que já não precisou de alguém para dividir a dor, ou simplesmente alguém para quem esconder a dor?
Quem é que não intentou uma desenfreada fuga para a frente? 
Quem é que não foi companhia de um amig@ num momento assim?
A primeira vez que ouvi esta música fez-me voltar tanto no tempo, a tantos pequenos grandes momentos no tempo, momentos meus, momentos de outr@s que me são queridos. Estes momentos marcam-me sempre tanto, como se fossem cruzeiros no meu caminho, porque acho que há sempre um antes e um depois, em nós e nos outros, quando eles acontecem. 
Dentro de nós somos obrigados a mudar, a fazer um caminho que poderá ter que ser outro, novo, diferente, inesperado até. Quando é um amigo querido que sentimos sofrer, conhecemos facetas novas, de dor e revolta, coragem e força, e é então que a admiração e intimidade que nos unem fica mais forte que um nó de pescador. Não é? Ficamos assim, irmãos que escolhemos para nós.


Esta semana em particular, estava a ouvir esta versão remix e não consegui tirar a música dos ouvidos, porque esta semana morreu connosco um senhor novo e desportista a quem a sorte atribuiu um tumor cerebral maligno, e ainda sentenciamos a vida de outro com o mesmo fim. 
De entre todos os outros casos que são de sucesso, são estes revezes, digamos assim para aligeirar o assunto, que me fazem sentir que o travão de mão foi puxado, obrigando-me a parar e pensar. 
Quão solitário poderá ser ouvir uma notícia destas?
Quão solitário não será estar, depois disso, numa casa cheia de gente, ainda que seja da nossa gente do coração?
Quem morre, morre sozinho, mesmo que acompanhado. E por isso, como é que podemos tirar algumas coisas da cabeça, metafóricamente ou não, malignas? 
Como é que se vive a vida que nos resta viver, quando parecemos aqueles artigos de fim de prazo no supermercado, menos valiosos, e em destaque? 
De repente, todos se querem despedir de nós. Haverá tempo?
Éis o cliché: quanto tempo o tempo tem?



segunda-feira, 19 de maio de 2014

a sereia está louca e eu ADORO!

É mulher, canta hip-hop há anos e tem crescido muito bem, com todo o mérito de quem sabe crescer.
É do Porto, ali de Cedofeita o que lhe dá aquele charme que quem é do Porto gosta e reconhece. 
Chama-se Capicua, e este ano lança a Sereia Louca. 
Gosto de tantas músicas mas este prendeu-se aos meus ouvidos, e faz-me sorrir, sempre, nostálgica.
E sim, os meus ouvidinhos são todos dela!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

cá em casa toca assim


   

Desculpem a minha ausência, tenho sentido falta de vir aqui. Hoje, que é Domingo, e eu cheguei a casa à hora a que todos acordam, contrariada, porque não gosto mesmo nada de trabalhar ao sábado à noite, chovia sem para lá fora, e eu fui dormir. Fui dormir quando todos se estavam a levantar, e cá em casa o play ficou em loop nesta cover, que é, quanto a mim, deliciosa. Espero que gostem, e vos inspire, como a mim, a ir contra o vento. Bom Domingo!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

antónio zambujo em play/loop: os meus oubidinhos são dele!

Adoro tudo nele: os olhos pequenos, o sorriso maroto, o embalo da voz, o compasso da canção, a presença sedutora da guitarra portuguesa, o contrabaixo sempre lá a dar chão, as brincadeiras com o meu querido cavaquinho... e as letras que entoam cá dentro :)

      PLAY!

quarta-feira, 12 de junho de 2013