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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quem é, quem é?

é o Natal! já chegou aqui a casa e eu tenho cada vez mais vontade de viver, de rir e de amar,
porque no Natal é tudo melhor, ou é mais fácil acreditarmos que assim será!
Quem é que já deixou entrar o natal?

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

efeito kinder surpresa

Era o meu último dia em São Jorge e, como pretexto, fomos beber chá e comer bolinho à casa de chá da A..E eis o que aconteceu:

Caixa de chá da Inês

com andorinhas :)

com uma referência ao meu querido cliché

e que tratei de encher de chá mal cheguei a casa!

Recebi este presente, que para mim foi tão especial, inesperado, e me deixou emocionada, pelas mãos da também pequena M. 
A M. é filha de uma amiga da minha mana, que tem sido uma surpresa para mim, porque, na verdade, já não esperava encontrar e conhecer pessoas tão genuinamente simpáticas e acolhedoras. Já conhecia a M, a R. (e a companhia da C.) de ouvir falar (bem), e já gostava, porque nós gostamos daqueles que fazem bem aos nossos, não é assim? Mas a empatia imediata aconteceu nas férias do verão, e ao primeiro olá. Ainda que custe ter a mana sozinha numa ilha, custa um bocadinho menos quando sabemos, e ainda menos um bocadinho quando sentimos, que existem lá pessoas que a acarinham, como nós, que estamos longe, gostaríamos de poder fazer o tempo todo. 
Ter sentido e recebido uma manifestação deste carinho que se sente ser tão genuíno, fez-me tremer por dentro, tremer de alegria, de comoção, de agradecimento. Obrigada! Obrigada M. por teres decorado esta caixa de chá à minha imagem, cor de rosa, com a Minie, com as andorinhas e o meu blog. 
Foi o primeiro presente que recebi para o blog e não podia ter ficado mais feliz, mesmo! A vocês, muito obrigado por todo o carinho, e sobretudo pelo carinho com que preenchem os dias da mana e da M.  


P.S: como se já não bastasse a sorte de ter recebido este presente delicioso, a dona da casa do chá quando soube que me ia embora chamou-nos para nos oferecer um cálice de licor de amora dos Açores, que eu adoro! Obrigada também!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ébola ou a história do bicho papão


vai embora papão!



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

sem culpa, mas com direito a indignação, por favor.

O meu carro tem quatro anos, é novo, ainda, quase... Não é?
Quando o comprei foi da maneira mais prática, porque não ligo nada a carros, a minha irmã sugeriu, o meu pai aprovou, fomos ao stand e comprei-o. Só isto, dez minutos. A venda mais rápida da carreira daquele vendedor, ele fez questão de me dizer. Está a fazer uma boa compra, este é carro é um óptimo citadino. 

Isto pareça quase displicente, mas como sou uma pessoa de memória infinita para as coisas mais pequenas, ainda consigo ver e ouvir dentro da minha cabeça o senhor a dizer que aquele carro era um ÓPTIMO CITADINO, e é mentira! Mentira!
Quase a chegar aos dois anos (exactamente no dia em que a M. nasceu!!!) acendeu lá uma luz que descobri ser o filtro de partículas. Mecânico: a menina anda muito devagar, tem que acelerar e isto passa. Não passou. A marca: a menina anda devagar? faz trajectos curtos? ah é disso! E que por muitas voltas que desse com o carro a acelerar como dizia o livrinho e os mecânicos, ele teve que ir à marca e mudar o filtro. Foi o que me disseram. Toda a gente me gozou, afinal quem é que avaria o carro por andar devagar? Eu até me ri na altura, mas a dizer que não ando devagar, só cumpro os limites de velocidade...
Aos quatro anos, ligam outras luzes, vou ao mecânico: a menina faz trajectos curtos? sim... anda devagar? chegou-me logo a mostrada ao nariz!!!!!!!!!!! devagar? não, cumpro os limites da velocidade. Deu-me logo um chocapic (desculpem-me a expressão), então eu compro um carro que é um óptimo citadino, ando nos limites da velocidade e agora a culpa é minha? Não é o carro que é deficiente? Era o que me faltava, eu tenho boa memória e até posso ter madeixinhas loiras mas a minha tolerância para que gozem na minha cara é muito reduzida e puff, já acabou.
Uns silêncios depois, uns dias sem carro, uns programa-reprograma o carro só para me fazerem perder tempo e dinheiro para, no fim, a solução ser uma peça que custa $$$, e ainda levar com as culpas. Eu não conduzo devagar, o carro é que é defeituoso.
Estou arreliada e cada vez mais detesto vendedores, mecânicos e carros.   

domingo, 13 de julho de 2014

junho silencioso, voltei!


O cliché cor de rosa esteve caladinho em Junho, desculpem! Obrigada a todos aqueles que vieram até mim reclamar por saudades, eu também senti falta de vir aqui partilhar as palavras que fervilham cá dentro. 
O que é que aconteceu? Um mês terrivelmente ocupado por turnos no hospital, um ataque da minha sinusite como nunca vi, uma corridinha contra indicada, preparativos da despedida de solteira da minha querida D., e no fim, sobrou-me em Junho apenas uma tarde de Domingo livre para fazer a mala, comprar todo o protector solar necessário para rumar a três semanas de férias, muito desejadas e sonhadas.

domingo, 30 de março de 2014

mesmo à minha medida

Porque hoje é domingo: google naps!
Adoro um cochilo, uma sonequinha na hora do lanche, ou mesmo depois do café do almoço. Há quem considere isto um hábito dos preguiçosos, mas a verdade é que deveríamos poder aproveitar as pausas do dia de trabalho como o nosso relógio pede. São pequenas e poderosas, as power naps estão agora no google, por paródia e trocadilho, mesmo assim, à minha medida.

até já!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

direito a morrer

porque morrer também é um direito

(porque a vida nem sempre é cor de rosa...)
Sou enfermeira, não é segredo para ninguém. 
Há quem pense que esta é uma profissão como outra qualquer, mas esses não sabem do que falam. Ser enfermeiro, além das técnicas que envolve, do saber-saber, do saber-fazer e do saber-estar, implica tocar. Eu toco nas pessoas, substituo-as nas suas actividades mais pequenas, e por isso também as maiores, o comer, o tomar banho, ir ao WC, o levantar, etc..  Toco nas pessoas e olho para elas, faz parte, e mesmo que não fizesse, não seria possível evitar. Olho-as e além do meu trabalho, esforço-me mesmo por não me afeiçoar a elas, mas é muito difícil. É difícil porque, quando temos sorte, elas estão capazes de nos olhar de volta. Muda tudo, pese embora fosse mais simples se não mudasse, mas muda. 
Por trabalhar em traumatologia craneoenfálica já vi coisas inesperadamente boas, e coisas grotescas, como aquele doente que tivemos durante meses em coma, cujo nome foi, do principio ao fim... masculino não identificado, um filho de alguém, a quem não nos foi possível avisar e dar tempo para as despedidas...
Contabilizando o estágio já sou enfermeira há mais de 10 anos, mas ontem quando cheguei a casa só queria mesmo chorar, mas não consegui.
Um dos meus doentes daquela tarde estava à espera de morrer, há 3 dias... Não, ele não estava em sofrimento, mas estava a deixar de respirar gradualmente, embora muito devagar. O que ia eu dizer à família?Que ainda não morreu, ou que ainda está vivo? Como é que olho para o meu doente, connosco há semanas, e o encaro, neste prolongamento desumano e indigno, que a medicina faz à vida das pessoas? Ouví-o respirar tranquilamente, ouví-o parar de respirar prolongadamente por quase 2 minutos, e ouví-o voltar a respirar sofregamente, como se acordasse de um susto. É impossível saber se fico ou se saio, ou se o deixo ali a morrer, sozinho... O que pedir à família? Para ficar e assistir? Talvez haja quem tenha coragem de lhes exigir isso, ou a coragem de ficar. Mas eu, eu que toco nos meus doentes, e os olho nos olhos, acho que morrer é um direito. E quem disser que não, espero que um dia não seja condenado a morrer assim.

sábado, 11 de janeiro de 2014

let´s celebrate


O ano passado foi um daqueles anos em que senti que ano novo vida nova.
Queria mudar, perder a pele, sim, como  as cobras, queria mais, mais de mim, e fazer as coisas que realmente me fazem feliz. Todas as vezes, e todas as pessoas, que reclamaram e não entenderam porque ia tanto ao gym, que gozaram porque eu corria, porque corria sem chegar a lado nenhum... não fez diferença. Os meus trinta anos, e uns meses de disciplina mental prévia que o desporto me deu, fizeram com que desistisse de me agarrar ao medo, ao cómodo, e continuasse em frente. 
Acho que quem olha não vê a diferença em mim, esta é uma diferença que eu trabalhei narcisamente cá dentro, simplesmente porque queria sentir-me mais próxima de mim própria, sem me preocupar. Tive sempre tanta preocupação em ter certezas que, às tantas, foi-me difícil ter dúvidas e viver com elas, ou para além delas.
Os trinta anos permitiram-me que não sentisse mais vontade de provar que sou independente, e feminina, e forte, e segura. Se durante os vinte cresci, e quis muito provar que havia crescido, porque precisava mesmo, de alguma maneira fez-me perder da menina que tenho hoje a certeza, serei sempre, e da convicção de que sou muito mais mulher assim.
Para quem olha, esta  mudança que senti materializou-se neste meu querido cliché. Foi fundamental ter-me rendido aquela que foi a minha primeira grande paixão, as palavras. Se é certo que nunca deixei de ler, pese embora tenham existido momentos em que li mais ou menos, os livros nunca deixaram de fazer parte de mim, mas com o tempo não soube manter a minha relação com a palavra escrita. Escrever faz parte de mim, e o Cliché Cor de Rosa devolveu-me a esta parte que me é essencial. 
Durante um ano de cliché foi muito bom ouvir o feedback de todos, daqueles para quem foi uma surpresa completa, daqueles que sabiam da minha paixão, mas nunca a tinham lido, mas admito que foi sobretudo ouvir a minha família que me fez sentir que estava certa.
Embora seja um blogue que reprovará em todas as estratégias de marketing blogueiro, porque não é tematico, porque é muito pessoal, porque não é estratificado, porque não o associo a marcas, porque não tem uma periodicidade estipulada, enfim, o meu cliché é-me muito querido.
Gosto que tenha sido uma surpresa para muitos, gostei de me aperceber que pessoas que eu não esperava lessem o blogue e gostassem, mas gosto mais ainda que nada disso determine ou influencie a minha vontade de escrever, post após post. Gosto quando um post é lido por mais do que os 20 ou 30 seguidores habituais, mas também não me faz desistir das rubricas mal amadas, como o "na minha mesinha de cabeçeira mora".
Vou celebrar o aniversário do cliché juntamente com o meu, e sendo assim, não quero deixar de agradecer a todos vocês que têm estado, virtual e fisicamente, comigo. Obrigada, porque a vida é para celebrar, e eu já posso comemorar 30 e 1.
Agora vou só subir nos saltos e sair para dançar!!! play*****

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

13 - o meu número da sorte


13 foi o dia que a minha irmã nasceu.
13 era a idade que tinha quando conheci o meu primeiro amor.
13 foi o dia em que a minha irmã entrou em trabalho de parto.
13 é o dia de aniversário de um amigo muito querido.
2013 foi o ano dos meus 30 anos.
2013 foi o ano em que nasceu o kikinho.
2013 foi o ano em que casou a S&F.
2013 foi o ano do noivado da D&O.
2013 foi o ano em que a minha sobrinha disse o meu nome pela primeira vez.
2013 foi o ano e que a minha sobrinha começou a andar,
2013 foi o ano do cliché cor de rosa do meu coração.
2013 foi o ano da página em branco.
2013 foi o ano das borboletas.

Por estes motivos, e outros tantos : gostei muito de ti 2013****
(2013 fechou o balanço!)


sábado, 28 de dezembro de 2013

crescer: o que dói compensa o bem que faz


Crescemos com as lágrimas.
Crescemos com os tombos que damos, e com os joelhos arranhados que coleccionamos.
Crescemos a dar erros nos ditados e redacções.
Crescemos a ouvir, a falar, mas sobretudo quando aprendemos a ouvir e a calar.
Aprendemos  com os amigos, mas muito mais com os falsos amigos.
Aprendemos com o tempo que passa, e criva tudo, com o que marca e com o que ele leva.
Aprendemos com quem fica connosco, mas também com quem decide partir.
Aprendemos com os primeiro amor, mas aprendemos mais com os seguintes.
Aprendemos com os que nos amam, mas sobretudo com os que fingem amar-nos (ou simplesmente acham que nos amam, mas estão enganados, e a enganar-nos).
Aprendemos quando nos aplaudem mas principalmente quando nos apontam o dedo.
Aprendemos a dizer que sim, mas que é essencial aprender a dizer que não.
Aprendemos que o  importante é ter as pessoas certas junto de nós, para quando o chão fugir, termos em quem agarrar.
Aprendemos a confiar, desconfiando.
Aprendemos a andar sozinhos, com as feridas e algum medo de cair.
Aprendemos que o quanto doeu aprender, valeu a pena pelo bem que nos fez.
Crescer faz bem, mas dói muito.
Aprendemos que o caminho é em frente.
Aprendemos a ter coragem, e que vale a pena.

(2013, em balanço de inventário!)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

o medo: ler e ouvir


na densidade aveludada da Amália
na inquietude atormentada da Mariza
 ou no contratempo da Sónia que nos renova - escolham, eu não consigo...

Crescer assusta.
Viver dá-nos tanta alegria, e força, e coragem, e é bom, bom mesmo, bom demais, quando se tem sorte (eu sei que tenho) que podemos paralisar.
Perder, sejam ilusões, planos, pessoas, amores, tira-nos o chão.
Acreditar, outra vez, levantar sem força e com medo, implica uma coragem maior do que o medo.
Crescer dói. Crescer faz bem.
E depois? 
A vida acontece, com tudo o que há de mau, mas principalmente com toda a magia. 
Basta acreditar.
(2013 a fechar para balanço)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

a vida é madrasta

Cresci a ouvir a minha mãe a dizer isto. Ela sabia do que falava, e dizia-o como se fosse um presságio, como se nos estivesse a preparar para este tipo de traições que a vida nos faz a todos, e perante as quais, ficando sem chão, nos sobra apenas um vazio enorme, e o silêncio. 
Hoje, como tantas vezes desde há um ano, tomei o pequeno almoço em casa dos meus pais, sem olhar o outro lado da margem. A memória traiu-me, e recordei aquela tarde de Natal que fizemos juntos, há 4 anos talvez, em que eu estava mesmo triste, e ele brincando com as cerejas que eu levara para o nosso lanche, me fez, a mim e a todos, rir e esquecer. Memória, não sei que quero lembrar, ou se quero esquecer.
Sim, a vida é mesmo madrasta mãe, mas apesar do pré-aviso não custa menos. E as pessoas não são todas iguais, há pessoas que são melhores que as outras, há as que fazem falta a mais gente, e que por isso custam mais a perder.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Bamos lá ?

Vamos ver-nos pelos olhos dos outros? Vamos ver se vamos gostar, se vamos rir, se nos vamos enternecer, se nos vamos identificar? A cidade do nosso coração, como será ela, vista por quem passa por ela?
 aqui

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

arriscar é preciso


Os três anos são conhecidos pela idade do "porque?". Mas, no fundo, quem é que conseguiu sair MESMO desta fase, e fazer/decidir as coisas sem estar sempre a procurar a resposta a este porque? Mea culpa nisto tudo em tantos momentos, e por isso, e porque detesto mesmo esta pergunta, hoje é o dia de " e porque não?" Só porque sim!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

e é por isso é que vou ali comprar um relógio :D

domingo, 2 de junho de 2013

Domingão

 
O Domingo é dia de descanso.
O Domingo é dia de família.
E depois temos as diferentes famílias, a nossa e aquela que escolhemos, porque os amigos são isso mesmo, a família escolhida por nós.
Hoje como é Domingo, e passei-o com a família do D.  - OBRIGADA! Já somos amigos há quanto tempo, já pensaste? Credo. Mas é mesmo bom, passar o dia em tua casa, onde me sinto tão em casa, passar o dia na tua família, onde me sinto tão eu, e tão acarinhada. Deliciosa a ternura de tantas gerações à volta da mesa, e dos assados da tua mãe. (aquelas batatas assadas hoje estavam de morrer por mais!) 
Os Domingos deviam ser todos assim.
E agora vou trabalhar, porque até sou católica, mas a minha profissão não contempla dias santos, infelizmente!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

do que as crianças precisam é de amor

Do que as crianças precisam é de amor.
Do que as crianças precisam é de pessoas na vida delas que contem os minutos para voltar a casa no fim do dia, para estar com os seus filhos.
Do que as crianças precisam é de alguém para quem sejam tudo.
Do que as crianças precisam é de uma segunda oportunidade na vida de terem uma família, de terem irmãos.
Do que as crianças precisam, do que precisamos todos, é que o preconceito dos outros não as impeça de serem amadas.
As crianças têm direito ao amor. Os homossexuais têm direito à parentalidade. O que mais há é crianças filhas de pais gays presos numa falsa relação hétero. O que mais há é crianças com mãe e pai que as agridem, violentam, maltratam, negligenciam. A parentalidade não devia ser para todos os casais não. Há pessoas que são tão macabras com os seus filhos que deveriam ter sido esterilizados à nascença, isso sim. Convido os hipócritas a irem a uma casa de acolhimento para verem os danos que uma família hétero provoca nos próprios filhos. E depois digam-me, se o que as crianças precisam não é de amor.
Para aqueles que ainda assim não conseguirem pensar fora da caixa, recomendo que estudem, porque o que não falta são estudos sérios e credíveis a dizer isto mesmo.

leiam aqui