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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

amor só se for (im)perfeito

É Amor?
Só é Amor se for Perfeito?
É? Será mesmo?
Cá em casa é assim, mais que (im)perfeito. 
O segredo? A verdade é que não há. 
É mesmo só semear o amor numa terra fértil, regar, tomar conta, esperar com carinho, e depois saber aproveitar. (e eu sei)
Mas para que possam seguir a receita revelo-vos a fonte: Life in a bag, porque a vida é como o amor, se plantarmos os sonhos, eles crescem. É preciso acreditar. 
Amor num dia que não tem que ser o dia, numa velocidade que não tem que ser a imediata. Um amor que se quer ver crescer. 
Adoro flores, e adoro ter flores em casa, quase sempre tenho. Quando os meus amores perfeitos crescerem partilho. Agora quero mesmo desfrutar do compasso de espera que será vê-los crescer, e vingar. Boa semana! 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

M ao cubo

Hoje a minha pipoca, a andorinha que faz a minha primavera, a minha sobrinha, a minha afilhada, a minha M. faz anos, três anos. 
Não sei se me apetece rir da alegria que ela trouxe à minha vida, ou chorar de saudade pela ausência e distancia que não consigo ignorar. Na certa vou tentar ficar alegre e celebrar by Skype, mas sem conseguir fugir das lágrimas. Mas o que importa é que hoje ela faz anos, e que o amor que ela representa é tão maior que tudo o resto. Todos os esforços valem a pena por um xi que a madrinha precisa, e agora um beijo, e agora outro, ai que ainda falta um, que ela sempre dá com um carinho que só ela sabe ser. Hoje queria estar contigo minha andorinha e fazer do teu dia uma primavera, como tu fazes a todos os meus dias. Esse era, de coração, o presente que te queria mesmo dar. Como não pude aqui ficam as amostras dos que oferecemos, antecipadamente é certo, mas que valeram bem a pena, só pela alegria dela. 

Os meus preferidos - disse ela (madrinha que é madrinha sabe)
Uma alegria sem parar até às 3h porque "eu não tenho sono, é só preguiça"(prevêem-se muitos sábados à noite penosos para o pai da M) ***

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ano novo, vida (quase) nova

Saudades do cliché? Ouvi dizer que sim, e gostei. 
Ainda se lembram do último post, onde eu agradeci a 2014? Antes desse post, houve outro em que disse que ia contar novidades, e até agora... é verdade, prometi mas (ainda) não contei nada . 
Podia começar por dizer que, por ter (terem) sido um (uns) ano (anos) difícil (difíceis) para os enfermeiros, dada a excessiva carga horária NÃO remunerada, NÃO consentida, e NÃO agradecida, podia, mas (in)felizmente isso agora já é notícia de telejornal, e não apenas um problema que o SNS tenta abafar, e portanto não vale estar a pena repetir-me. 
A verdade é que quando nos deparamos com dificuldades, ou nos rendemos à adversidade, ou tentamos fazer dela um desafio a ultrapassar, ou pelo menos a contornar. E assim foi. Apesar de gostar, e até gostar muito, dá para acreditar?,  de ser enfermeira, a verdade que não posso negar, é que a satisfação que tiro da minha profissão há muito que não é o que era, e portanto, instintivamente fui procurando a minha felicidade noutros lados. 
Se há dois anos comecei a correr, no ano passado decidi alimentar uma paixão antiga, e que já não podia, nem queria mais ignorar. 
Quem adivinha? Não, não estou a falar de roupa!!!!, nem de livros!
Não sei bem quando começou este interesse que não pára de crescer em mim, mas lembro-me que quando era pequena pedia à minha mãe frequentemente para mudar de tapetes, de cortinas, de colcha, a disposição do quarto, etc. Quando finalmente me ofereceram a mobília nova que eu tanto pedia, que alegria, e pese embora ela tenha conseguido mudar três vezes de lugar no meu pequeno quarto, nunca me cansei, nem dela, nem de mudar as coisas de lugar. 
A questão começou a ganhar dimensão quando fiquei a morar sozinha e a planear obrar, obras, obras. Fiz tantos rascunhos da planta cá de casa, tantos rascunhos de cada divisão, tantos desenhos de tantos móveis, enfim... Quando fiz a obra, decidindo tudo sozinha, passo por passo, tomada após tomada, azulejo por azulejo, despertei uma paixão pouco consciente em mim e que, garanto-vos, não me deixa cansada, só feliz. 
Dito isto tudo, falta contar que tirei um curso de decoração de interiores. Embora não seja comparável às licenciaturas existentes, vamos lá ser francos, foi óptimo, primeiro porque me fez ter coragem de avançar para uma coisa que me apaixona de verdade, segundo porque aprendi muito, muito, muito, adquiri ferramentas de trabalho, contactos, conheci pessoas que partilham da mesma paixão comigo, e terceiro porque dele nasceu a: 



A IC- Interiores DeCoração, ainda é só o embrião de um sonho que quer muito ser uma empresa e uma profissão, mas esta semana já vai entregar o primeiro projecto a uma cliente. Se estou nervosa, estou, se estou contente, estou eufórica, se estou confiante, bom, trabalhei para isso, dou a cara por este projecto, mas no fundo, é como o slogan que criei para este sonho: de coração, vão adorar sentir-se em casa connosco. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

como dar os parabéns ao homem da minha vida?

Não é isto um cliché, e a maior verdade? Todas temos o homem da nossa vida, aquele que não muda nunca, e está sempre lá, perfeitamente imperfeito: o pai!
Hoje é o aniversário do meu pai, e estou segura em escrever sobre ele aqui porque sei que ele não lê o blogue, e até que alguém, que não eu, lhe fale sobre este post, muitos e longos dias passarão, mas nem por isso, ou por isso mesmo, perco a vontade de o fazer. 
O meu pai não existe! Aliás a frase certa é dita em uníssono (rouco/roufenho, como preferirem!) por mim e pela minha irmã. Por muitos anos que passem, ele, o senhor meu pai, continua a surpreender-nos. Mas não procurem, não vale a pena, a forma em que foi feito partiu-se, é exemplar único, sem réplica portanto, e é nosso!
O meu pai é, antes de qualquer coisa um Rochinha, e toda a minha extensa família Rocha compreende o que quero dizer com este adjectivo. É impossível falar no meu pai e não falar na sua extraordinária capacidade de trabalho. O trabalho é para ele quase tudo, e se não fossemos nós a por-lhe um travão, às vezes era mesmo tudo. O difícil para ele é não estar a trabalhar, e o difícil para nós, às vezes, é aturá-lo quando não está, porque fica mesmo irritado. Já ouvimos cá em casa duas grandes promessas relativas à reforma dele, mas continuamos à espera... 
Dormir? É um perda de tempo e de vida, só se dorme o mínimo necessário, porque o trabalho é que dá saúde, não é a cama (consigo ouvi-lo na minha cabeça a dizer-me isto!). A personalidade dele? Difícil, mesmo muito. O meu pai gostava de ter sido um tirano cá em casa, mas teve duas filhas iguais a ele, logo, não foi possível. 
É exigente, mas muito claro, eu a minha irmã crescemos a saber bem quais eram as regras do jogo. À medida que fomos crescendo, aquilo que podia parecer duro na vida fora de casa, não era nada quando comparado com as batalhas dentro de casa. Tivemos sempre tudo o que quisemos, mas sempre pagamos o preço por isso. O meu pai ensinou-nos bem o preço das coisas, mesmo das mais pequenas, como ir ao cinema, ir às festas da escola, de férias com os amigos, tudo. Até conseguíamos ir, mas tínhamos que fazer muito bem o nosso trabalho (estudar), e argumentar muito, até ao infinito, num longo braço de ferro, onde se corresse bem, nós ganhávamos. Ganhámos quase sempre, somos rochinhas! 
Se há uma coisa que o meu pai vai deixar marcada na nossa maneira de ser é a lição de que não devemos desistir do que queremos, o sabermos bem o que queremos, e estarmos dispostas a lutar por isso. Isto não tem preço, e tem feito toda a diferença na minha vida, e na da minha irmã então, um impacto notável. O facto de ele ser um machista fez com que se preocupasse muito em educar duas mulheres a serem independentes.
Íntegro, não com i maiúsculo, mas em maiúsculas. Lembro-me de um dia, depois de jantar ter dito ao meu pai para ele não se esquecer de me deixar na manhã seguinte 5 escudos para uma chicla, que eu tinha ficado a dever na papelaria da rua. Bem, a cara dele, aqueles olhos pequeninos abriram muito (o maior sinal de perigo!) e disse-me para ir naquele momento a casa da dona da papelaria pagar a chicla, porque na vida só  era digno ficar a dever aos outros coisas de que se precisasse mesmo muito, como uma casa, um carro, se dependermos dele para trabalhar, ou comida. E lá fui eu bater à porta da senhora, encolhida na minha vergonha, mas marcada na minha memória. 
Palavras? É um homem de poucas palavras, quantas menos melhor, mas os seus pequenos olhos de azeitona dizem o resto. Porém, é um homem de grandes gestos, é o homem que há 37 anos saiu de casa dos pais, fugiu literalmente como nas histórias, para casar com a minha mãe. Não foi ninguém da família do meu pai ao casamento, e quase não tiveram festa, mas como ele me disse uma vez, os casamentos não se fazem de festas e vestidos, constroem-se de amor, e projectos em comum. Quem diria, para um pequeno tirano, uma contradição tão saborosa?
Duro, como todos os rochas, o meu pai foi melhorando como homem, à medida que nós fomos nascendo e crescendo. Há um lado dele que é da total responsabilidade da minha mãe, a ternura, que lhe custa muito mostrar, mas que é sempre adubado por nós, e onde a minha adorada M. não se cansa de brincar. O meu pai é uma pessoa melhor desde que é avô, uma pessoa maior, mais segura na demonstração dos afectos, e por isso também hoje está de parabéns, porque ele conseguiu que a idade o aproximasse do amor, e cada vez com menos medo. 
Por isso, e por mil outras histórias que guardo cá dentro, parabéns pai, por seres o homem das nossas vidas, por nos fazeres querer sempre mais e melhor, mas sempre, sempre, sempre, pelo caminho certo. 


p.s: obrigada ao M.L. por ter permitido que este dia fosse do teu lado***

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

let´s celebrate


O ano passado foi um daqueles anos em que senti que ano novo vida nova.
Queria mudar, perder a pele, sim, como  as cobras, queria mais, mais de mim, e fazer as coisas que realmente me fazem feliz. Todas as vezes, e todas as pessoas, que reclamaram e não entenderam porque ia tanto ao gym, que gozaram porque eu corria, porque corria sem chegar a lado nenhum... não fez diferença. Os meus trinta anos, e uns meses de disciplina mental prévia que o desporto me deu, fizeram com que desistisse de me agarrar ao medo, ao cómodo, e continuasse em frente. 
Acho que quem olha não vê a diferença em mim, esta é uma diferença que eu trabalhei narcisamente cá dentro, simplesmente porque queria sentir-me mais próxima de mim própria, sem me preocupar. Tive sempre tanta preocupação em ter certezas que, às tantas, foi-me difícil ter dúvidas e viver com elas, ou para além delas.
Os trinta anos permitiram-me que não sentisse mais vontade de provar que sou independente, e feminina, e forte, e segura. Se durante os vinte cresci, e quis muito provar que havia crescido, porque precisava mesmo, de alguma maneira fez-me perder da menina que tenho hoje a certeza, serei sempre, e da convicção de que sou muito mais mulher assim.
Para quem olha, esta  mudança que senti materializou-se neste meu querido cliché. Foi fundamental ter-me rendido aquela que foi a minha primeira grande paixão, as palavras. Se é certo que nunca deixei de ler, pese embora tenham existido momentos em que li mais ou menos, os livros nunca deixaram de fazer parte de mim, mas com o tempo não soube manter a minha relação com a palavra escrita. Escrever faz parte de mim, e o Cliché Cor de Rosa devolveu-me a esta parte que me é essencial. 
Durante um ano de cliché foi muito bom ouvir o feedback de todos, daqueles para quem foi uma surpresa completa, daqueles que sabiam da minha paixão, mas nunca a tinham lido, mas admito que foi sobretudo ouvir a minha família que me fez sentir que estava certa.
Embora seja um blogue que reprovará em todas as estratégias de marketing blogueiro, porque não é tematico, porque é muito pessoal, porque não é estratificado, porque não o associo a marcas, porque não tem uma periodicidade estipulada, enfim, o meu cliché é-me muito querido.
Gosto que tenha sido uma surpresa para muitos, gostei de me aperceber que pessoas que eu não esperava lessem o blogue e gostassem, mas gosto mais ainda que nada disso determine ou influencie a minha vontade de escrever, post após post. Gosto quando um post é lido por mais do que os 20 ou 30 seguidores habituais, mas também não me faz desistir das rubricas mal amadas, como o "na minha mesinha de cabeçeira mora".
Vou celebrar o aniversário do cliché juntamente com o meu, e sendo assim, não quero deixar de agradecer a todos vocês que têm estado, virtual e fisicamente, comigo. Obrigada, porque a vida é para celebrar, e eu já posso comemorar 30 e 1.
Agora vou só subir nos saltos e sair para dançar!!! play*****

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Parabéns continentais!!

olho para aqui e consigo ouvir-te a rir***
Tudo o que possa dizer, ou acrescentar, sobre ti é sempre pouco. Eu tenho a sorte de te partilhar com a mana, e de te termos nas nossas vidas. Todos os outros têm a sorte de te conhecer, e serem brindados com o teu sorriso. Nunca passei o teu aniversário afastada de ti, este é o primeiro ano, mas mesmo assim, sinto-te aqui bem pertinho de mim. Parabéns, pelo aniversário, pela mulher e pela mãe que sabes ser, todos os dias!
P.S: quantos anos fazes?****

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

a fruta rainha

Hoje é o dia da maçã. 
Para mim todos os dias são dias de comer uma maçã.
Fresquinhas, crocantes, sumarentes e num misto de ácido e doce, as maçãs Quinta do Forno são as melhores do mundo, e foram construindo um club de fãs alargado ao longo dos anos, sem modestias.


domingo, 13 de outubro de 2013

o melhor presente jamais oferecido

a loira & a morena, e ainda assim: siamesas
Cresci contigo, a adorar-te e a detestar-te, a zangar-me contigo e a fazer as pazes. A ouvir vezes sem conta que tinha que te respeitar porque eras a mais velha, e que tinha que ser respeitada porque era tua irmã. Crescemos a saber, que entre tantas birras de miúdas, não sermos amigas não era uma opção que a mãe nos desse. 
De tantas coisas que o pai e a mãe me deram, tudo o que tenho na vida, literalmente, tu foste o melhor presente, embora, técnicamente eu é que tenha sido um presente para ti, porque és a mais velha. 
Há quem tenha irmãos mais velhos, e quem tenha a melhor amiga, e quem tenha aquela pessoa que a inspira, e eu tenho-te a ti. Tu que és a minha irmã, a minha amiga, uma inspiração, aquela pessoa que sabe sempre tirar o melhor de mim, que sabe apontar o pior e tirá-lo do meu caminho, que está comigo do meu lado mesmo que o oceano se atravesse entre nós, como este ano o fez. 
Sei que a vida é como a mãe diz, madrasta, mas sei que dê para onde der, te tenho a ti, e mais do que isso, nos temos uma à outra.  E saber que tu estas aqui para mim já fez, mais do que uma vez, o inferno parecer só uma fase, fez com que eu tivesse coragem de continuar a andar, mesmo quando parecia que tudo ardia. E ainda assim, não há nada pior que saber-te triste. 
Sei que não és perfeita, sei decor todos os teus defeitos, sei como ninguém o que vais pensar, como é que sentes, só num olhar. Ao pai e à mãe agradeço terem-me dado esta oportunidade de partilhar a minha vida contigo, a ti: parabéns! Porque quando é difícil tu fazes não parecer, quando está mal tu apontas o dedo (óhhh és tão boa nisto!!!), quando está tudo bem pões toda a gente a fazer coisas para ti, e quando estás mesmo feliz, as tuas lágrimas e sorriso fáceis não têm preço. 
Adoro que sejas a cara desenhada da mãe, pintada com o bonzeado e os olhos do pai, que sejas a generosidade sincera da mãe, e forte e durona como o pai, mas mais que tudo, adoro-te, e dizer-to nunca será o suficiente. 
Hoje, que é o teu dia, parabéns, minha querida irmã. ****

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

o meu problema de expressão: X

Ao som desta versão maravilhosa, da também maravilhosa, Sara Tavares, vamos todos resolver no Domingo o nosso problema de expressão, democráticamente. 
Porque? Porque o Tribunal Constitucional, ao contrário do que os partidos gostam de afirmar, nem tem falta de colaboração institucional, nem faz opção pelos mais fracos, perdoai-os senhor pela ignorância. O Tribunal Constitucional defende apenas a nossa constitução. Não faz escolhas, nem colaborações, nem é partidário.
Diz a democracia, e a música, que o povo é quem mais ordena, portanto, a todos os que em casa, no trabalho, na rua, se manifestam contra e a favor das opções polítivas deste país, em particular, nas nossas autarquias/freguesias, Domingo é o dia de, com um X, resolvermos o nosso problema de expressão.
Independentemente da cor de cada um, de em quem vamos depositar a nossa fé para os proximos anos, Domingo, votar é preciso. Se não for por mais, recordo que milhares de homens e mulheres foram presos e condenados e exilados e torturados e assassinados para nós podermos ter voz, para nós termos mais do que uma opção no boletim de voto. Votar foi um direito conquistado para nós, vamos honrar este direito.

P.S: aos meus queridos M. e A. que andam em  campanha, desejo-vos sorte, é preciso acreditar***

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

a superstição de uns é a sorte de outros

Adoro estas superstições, e brincar com quem faz delas uma religião! Mas sobretudo hoje, porque para mim o dia 13 é um dia de sorte, um número de sorte, e a Sexta-feira um dia mesmo bom, que cheira a fim-de-semana. 
Os gatos pretos? Adorava ter este da Bordallo. É que a superstição pode ser assim muito divertida! Boa Sexta-feira****

domingo, 9 de junho de 2013

a cereja em cima do bolo

Gosto destas tradições em família que vamos construíndo com o tempo.
A cereja é a rainha da festa.
Eu, vou ali celebrar, comendo-as como se fossem pipocas.
Bom fim de semana :)

sábado, 1 de junho de 2013

dia da criança




A minha memória mais antiga deste dia, eu ainda não andava na primária. Recordo como se fosse um filme, o pai do A. chegar do trabalho, e nos dar a todos um gelado no café em frente. É a memória mais gostosa que tenho, a de irmos a correr atrás dele histéricos, e comer o gelado como se fosse Natal. Aquela alegria genuína e inocente, que só as crianças sabem dar às coisas, sobretudo às coisas que verdadeiramente importam. Decerto que o J. nunca imaginou que o seu gesto ia ficar gravado na minha memória com tanto carinho, mas é verdade. Obrigada.
São pequenos, os gestos que as crianças precisam, para crescerem com memórias felizes. Neste dia podemos fazer tantas coisas... podemos mimar a criança que há dentro de nós, podemos mimar aquela(s) criança(s) do nosso coração, podemos até fazer crianças anónimas mais felizes, não importa quem. Vamos semear na memória delas que as coisas podem ser melhores, vamos proporcionar a esperança e o amor, porque o resto, o resto interessa pouco.
Às crianças, grandes e pequenas, de cada um de vocês: hoje é o dia*****

domingo, 5 de maio de 2013

Mãe, há só uma ?


Hoje é dia da mãe e o cor de rosa é imperativo.
Tenho a sorte de ter a minha mãe na minha vida, e de ela ser a melhor mãe do mundo. Mesmo.
Ela é uma daquelas pessoas irresistíveis, de quem toda a gente gosta. O seu amor incondicional, o carinho nas pequenas coisas, o tempo para mim que ela sempre inventou quando não o tinha, a ternura da personalidade, o riso fácil e contagiante, e a educação pela responsabilização fazem dela uma mulher extraordinária, que superou as adversidades, sem se perder do amor. E, claramente, ela é a minha maior referência. A generosidade dela ensina-me muito, ainda hoje. O amor da minha mãe faz de mim uma pessoa melhor, uma pessoa mais segura.
Como eu tenho mesmo muita sorte, na minha vida tive sempre a minha tia F. que sempre foi mais do que tia, mais do que pseudo-madrinha, mais do que amiga, é outra mãe para mim, porque se preocupou sempre comigo, como só a minha mãe o fazia e faz.
Mas, este ano, o dia da mãe é especial, porque desde há um ano que há outra mãe na minha vida, a minha irmã. Se a pequena M. foi o melhor presente que me poderiam ter dado, o de ser tia e madrinha, ela também fez com que o meu amor e profunda admiração pela minha irmã aumentassem exponencialmente, quando tudo fazia querer que não poderiam ser maiores. A pequena M. trouxe um sorriso à minha irmã totalmente novo, que é só delas. E isso não podia ser outra coisa senão incrivelmente mágico. Por isso não sei: mãe, há só uma? Obrigada às minhas!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

na véspera do dia da liberdade, o que faremos com esta herança, a liberdade?


Quando alguém morre, quem fica perde sempre. Existe a herança, mas quem é ela? Ficamos com aquilo que é do outro, mas perdemo-lo. A verdade, mesmo, é que ficamos com as memórias, as saudades, os cheiros, o espaço, o silêncio. Herdamos sobretudo a ausência do outro. Depois, claro, há quem queira herdar coisas, e valores, mas esses são ainda mais pobres, porque perderam e não sabem.
A minha irmã, quando se diz que uma familia é muito unida, em sussurros, pergunta sempre se já morreu alguém na família, se já tiveram partilhas. Para ela, que vê o lado mais negro das pessoas todos os dias, até prova em contrário, as pessoas valorizam mais o ter.
Hoje, no regresso a casa, ouvi na radio perguntarem a um comentador o maior cliche da nossa actualidade, o que é que ele achava da crise, e ele, não defraudou as expectativas, e respondeu com um lugar comum também, mas deixou-me sintonizada. Para ele, o que importa na crise económica, é que não se perca a herança do 25 de Abril.  Que não se perca o direito à saúde, à educação, ao estado social, à liberdade de pensar e manifestar opinião, que não nos percamos da democracia.
Há um custo enorme a pagar nesta crise, sobretudo económico. Daqui a 20 anos existirão estudos a quantificar o impacto negativo da saída do maior investimento deste país, a juventude altamente qualificada. Mas a isto nós poderemos dar a volta por cima. O que não podemos é pagar, outra vez, o preço da liberdade. Já pagamos esse preço, muito alto. Queimaram-se muitos livros, rasuraram-se muitos jornais, censuraram-se muitas diferenças. Morreram pessoas, muitas, mesmo. Demasiadas. Amanha é dia da liberdade, e espero que saibamos todos honrar esta herança: liberdade.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

no dia das mentiras, falemos a verdade: os amigos são a família escolhida por nós


Eu tenho sorte, mesmo, muita. E sem falsas modéstias, mérito também. Sei ser uma boa amiga, e estar lá a bater palmas, a dar o colo, a ouvir e a falar.
Não gosto de pensar que com o tempo perdi alguns amigos, prefiro acreditar que, com o tempo, fui mudando, e os outros também mudaram, que deixámos de nos rever uns nos outros, e nos afastamos inevitávelmente, sem que, com isso, tenhamos sido descartados.
Podia fazer uma lista a homenagear os meus amigos, seria meritório, mas essencialmente desnecessário. Os meus amigos sentem bem, no calor do meu afecto, que o são.
Os meus amigos são aquelas pessoas...
  • para quem cozinho com carinho (a cozinha não é o meu lugar)
  • que vêm cá a casa e nem precisam de motivo
  • que sabem o nome dos meus cinco cães (isto é uma grande prova de amizade)
  • que vão comigo à praia e nem precisam de falar, ou então falam a tarde toda como se tivéssemos estado a vida toda sem nos ver
  • que conhecem a minha família, e eu conheço a deles, desde o pai e à mãe, e irmão, e cão e gatas :) e filhos e sobrinhos e etc..
  • que me levam a sair, e jantar, e dançar, e rir sem motivo
  • que num cruzar de olhar disparam disparates sem serem precisas palavras.
Há os amigos que vivem longe, mesmo longe, em países onde se fala outra língua e tudo.
Há amigos que estão em outro continente.
Há amigos que moram na rua ao lado, ou a 5 minutos de carro.
Há amigos que tivemos a felicidade de conhecer no trabalho e foram uma dádiva inesperada, e tanto ou mais feliz, do que os outros.
Há ainda aqueles amigos que, aconteça o que acontecer, vão estar sempre na nossa vida nos momentos mais importantes, mesmo que não aparecam no nosso dia-a-dia.
Mas há sobretudo uma característica nos meus amigos que eu gosto de destacar: a diversidade. Tenho amigos tão diferentes entre si que, se os sentasse a todos numa mesa não haveria menu consensual, nem conversa sem discussão. E até acho que é por isso que gosto tanto deles pelo VALOR ACRESCENTADO que são na minha vida.
È certo que mais uma vez isto é um cliché redondamente cor de rosa, mas poderá alguém discordar de mim? Tenho os melhores amigos do mundo, a vocês: OBRIGADA!


atenção: há aqui neste post uma omissão, mas é proprositada, falta a referência clara a uma pessoa, que é a melhor amiga que eu jamais poderei ter, a minha irmã. Mas ela é outro campeonato, um dia, se ela deixar, conto aqui a nossa história: a loira e a morena!

sexta-feira, 8 de março de 2013

no dia da mulher

Só posso dizer que tive mesmo sorte ter nascido mulher, e que, aquilo que para os outros são obstáculos no meu/nosso género, para mim são desafios.
De lamentar que ainda faça sentido celebrar o dia da Mulher por ela ainda ser explorada, oprimida, desvalorizada, e mais desgraças desumanas que tais. É certo que esta não será a realidade do nosso país, mas é a realidade de muitas mulheres ainda.
A nós que tivemos a sorte de nascer no hemisfério certo, no país certo, na família certa: CELEBREMOS!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

no dia do amor: corações na rua

Nestes últimos anos temos todos assistido uma entidade a adquirir, escandalosamente, casa vez mais peso (um peso sem medida atrever-me-ia a dizer) nas nossas vidas: a crise.
Não há um dia em que não nos lembrem que ela chegou para ficar. Nem há um dia em que, em nome dela, não seja adiccionada mais uma medida de contenção nas nossas vidas. E isto, não é mesmo nada cor de rosa, mas dura há tanto tempo, que corre o risco de vir a ser, se é que já não o é, um infeliz cliche.
Em nome da crise têm-se dito barbaridades, que afinal não temos pobres em Portugal ou que se os sem abrigo aguentam, nós, os que temos abrigo, também aguentamos. Aguentamos o que? A viver com a crise! Há ainda quem diga que é trendy! Sarcasmos à parte, há quem se abstraia disto tudo e doe o seu tempo, colocando o "Coração na rua", num projecto de verdadeira ajuda aos sem abrigo, sem ironias.
E porque este blog começou como resposta à pergunta, e porque não?sugiro a visita a página:  
http://www.facebook.com/#!/coracaonarua para conhecer, e ajudar, cada um à sua maneira. Porque não?