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domingo, 20 de setembro de 2015

21km a correr para acreditar

A dois dias da Meia Maratona do Porto fui desafiada, e aliciada com um dorsal, a correr a prova. E fui. Mas foi tão inesperado que houve até quem tenha dito "agora a sério, quem vai correr a prova Domingo que lavante a mão" e eu lá mantive a minha mão temerosa levantada. Sem ressentimentos PS, eu própria estava repleta de surpresa e reticências.
Fazer esta prova só fez sentido por ser um pedido da minha parceira de corrida, que é aquela pessoa que corre ao meu lado, e tantas vezes é a lebre, que me desafia e mantém a motivação, mesmo naqueles dias em que não apetece nada treinar. Começamos por ser parceiras de corrida por mero acaso e hoje em dia posso dizer que foi um acaso muito feliz e que acarinho muito.
Mas, com eu ia a dizer, não gosto nada da Meia Maratona do Porto, porque é em Setembro e está calor, e eu odeio correr com calor, porque o percurso é muito repetitivo, só a marginal do Freixo corre-se três vezes, o que em termos motivacionais para mim não resulta, além de ter que estar a gerir o esforço, e as eventuais dorzinhas que gostam sempre de dar o ar da sua graça nestes dias, passo a prova toda a pensar que ainda vou voltar para trás e voltar, enfim, não gosto mesmo nada. Mas fui.
Fui e comecei bem devagarinho, para me certificar que tinha pernas até ao fim. Algures entre os 11 e 15 km foi muito bom porque percebi que ia terminar, daqui para a frente uma bolha num pé e uma dor no tornozelo do outro pé quiseram acompanhar-me até à meta e já não foi assim tão feliz.
Aos 20 km voltou a alegria, e já não quis saber das dores, cheínha de fome, começo a correr o mais rápido que o meu estômago colado às costas deixa, até às 2h17min. Podem achar que é muito tempo, e foi, as minhas perninhas que o digam agora, mas uma coisa é certa, valeu todo o esforço. Valeu a pena tentar, e valer a pena arriscar, porque na corrida, como em tudo na vida, o é importante ter os parceiros certos do nosso lado, mas acima de tudo, dar o litro e acreditar.
Obrigado parceirinha!

Foi assim que tudo começou, com o charmoso do Thor a dar-nos força
aos 13km a minha cara diz "acredito!"
No final não poderia estar mais feliz por o ter(mos) conseguido. Na próxima MM prometo
que treinamos para não custar tanto.

O percurso está aqui, foi devagar mas foi non stop: Garmin Connect

sexta-feira, 5 de junho de 2015

dois pés no vulção

Dia 30 de Maio foi um dia super especial, planeado desde há mais de um ano, assim que ouvi falar da 1ª edição do Azores Trail Run e não consegui inscrever-me a tempo. Ficou cá dentro o bichinho, e depois de ler e ver as reportagens sobre a prova sabia que teria de participar. Ficou tudo muito decidido cá dentro, o apelo era grande demais. Assim foi. Inscrevi-me logo na primeira hora em que abriram as inscrições, e marquei a viagem. Uma animação enorme e um friozinho na barriga porque, afinal de contas eu adoro correr, mas não corro assim tanto. Foram 21km e uns metros totalmente mágicos. 
Cheguei à Horta no dia anterior e por todo o lado a cidade mostrava sinais de um movimento associado à prova, com cartazes e turistas com ar de atletas espalhados por todo o lado. A primeira coisa a fazer foi levantar os dorsais, e já aqui tenho que parar e fazer um aparte. O dorsal desta prova ganha a qualquer outro, fazendo-se acompanhar de um queijo, um pote de mel e um lata de atum Santa Catarina, que eu adoro. Só por aqui já se podia adivinhar que nenhuma prova poderia bater esta. Durante a espera o ambiente é o habitual nas provas, descontracção e entusiasmo, e conheci logo ali uma família de inscritos que acabou por partilhar a prova comigo. 
Como a prova tinha o percurso dos 48km, as camionetas da organização, que gratuitamente levavam as pessoas da cidade para a partida, eram muito cedo, às 7h. Para quem, como eu, ia ali correr o que, comparativamente, parecia uma prova de meninos, os 21km, a partida só estava marcada para as 11h30, e portanto entre acordar às 6h  e ir de bus, e acordar às 9h e ir de taxi, foi fácil, escolhi o táxi. 
Os taxistas no Faial são muitas vezes guias turísticos, e o nosso, o Sr Fernando, não era excepção, parecia tão entusiasmado com a prova quanto nós, e foi todo o caminho a tecer comentários e informações sobre os sítios por onde passávamos, e por onde a prova ia decorrer. Sem dúvida nenhuma que o sucesso desta prova passa muito pelo acolhimento que os Faialenses fazem, e sabem fazer aos participantes. 
Chegamos super cedo à partida, fomos os primeiros a chegar à caldeira, e para espanto nosso e até da organização, passa o primeiro atleta dos 48km, o espanhol Tòfol Castanyer que em 1h20 percorreu 20km, 30min mais cedo do que o vencedor da edição passada. Sem palavras para ele, só palmas.
Na meta encontramos os nossos companheiros que conheceramos no dia anterior, e desde as 11h30 e o primeiro metro fomos a companhia uns dos outros e lebres uns para os outros. É maravilhoso isto que a corrida nos proporciona, a camaradagem com pessoas totalmente desconhecidas, mas com quem sentimos de imediato uma empatia, porque o que nos une são umas sapatilhas nos pés, e um gosto comum, correr. 
A prova começa logo a subir, e eu penso, bem mas isto começa já aqui a separar o trigo do joio? Não tinham dito ontem que isto era sempre a descer? A subir chegamos à caldeira, e aqui eu nem sabia se havia de tentar correr, embora em muitos sítios só coubesse um pezinho meu de cada vez, ou se devia ficar a pasmar com aquela paisagem arrasadora. Bom, fui tentando correr e km após km o percurso conseguia sempre fazer-nos render à sua beleza e motivar. Os 21km tinham como nome " os 10 vulcões" e a determinada altura durante a prova caiu-me a ficha e percebi o porque de tantas subidas. 
Gostava de vos saber dizer em concreto por que sítios passei a correr mas não sei, visitem a página do Azores Trail Run, espreitem o álbum de fotos, ou a reportagem em video, vai valer a pena. 
No primeiro abastecimento, aos 13km, estava já mortinha de sede, porque a minha água já tinha acabado há já 2km e mal cheguei nem queria acreditar, e não sabia se haveria de pasmar ou rir: que banquete. Bebi água, enchi cantil, não corri riscos e comi apenas o que como sempre, as laranjas e as bananas e aproveitei o ambiente. Depois de ter recuperado o fôlego e os companheiros de corrida segui, e estes últimos 10km foram uma superação, imensas subidas, muito íngremes, e como tudo o que sobre desce, descidas, que no Faial, são em degraus de meio metro. Quando o desespero parecia que vinha para ficar o Pico ali ao lado, e o mar lá ao fundo, a vislumbrar os Capelinhos, faziam tudo valer a pena. 
No final, já sem joelhos de tantos degraus e os pés a doer, deparo-me com o último km em areia e os Capelinhos imponente à nossa espera. Pensei que não ia conseguir correr, mas assim que vi aquele balãozinho azul da chegada no horizonte, a alegria de estar ali era de tal que superou tudo. Corri até à meta sempre com os olhos fixos nos Capelinhos, e a lembrar-me que na minha primeira visita ao Faial há 17 anos atrás o Farol estava quase todo coberto pelas areias do vulcão, e agora estava ali, inteiro para nos receber. 
A alegria da chegada, a imponência da beleza natural e o balão da chegada fazem desta meta a mais bonita e sem dúvida a que eu mais gostei de conquistar para mim. No fim de tudo, ainda se podia ter massagens, mas melhor que isso, dar um mergulho nas piscinas naturais dos Capelinhos. 
Após cruzar a meta, rodeada por aquela música e ambiente de festa instalados, quando me perguntam o que achava da prova, só podia mesmo dizer que tinha tanto de dura como de bonita, e valia mesmo a pena vir de tão longe para ter esta experiência. 

aqui está a prova da alegria de 3h50 a correr
adoro esta foto, não imagino onde possa ter sido tirada, mas aproveito-a para agradecer a todos os fotógrafos, profissionais e amadores, que se voluntariaram para participar, proporcionando-nos desta forma memórias felizes, e tão importantes, para quem corre: obrigada!
a melhor recompensa na chegada, a M., adormeceu, porque os seus 3 anos falaram mais alto, mas ainda assim foi a melhor motivação que já tive, e um dos motivos que fizeram desta prova tão especial. 
os companheiros inesperados, e a medalha, que já agora é a mais original de todas
cada um escolhe o seu caminho, mas cada vez mais sei que correr é uma escolha feliz para mim.
 Obrigada a todos aquel@s que fizeram esta prova possível para mim, e permitiram que o cliché se mantivesse assim, cor de rosa. 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

domingo na lama

Este Domingo deu-me(nos) para a loucura. Não chegava só fazer km para ir correr longe de casa, nem acordar cedo, nãaaaoo! Domingo passado fui até Póvoa de Lanhoso correr na Call of de Wild, e não sabia mesmo ao que ia. 
Uma prova de 17 km com  25 obstáculos, em trail, isto era o que eu achava. Éis o que aconteceu: 17 km de corridas no monte, com um grupo fantástico (obrigada equipa: I, A, E e N) em que alternei entre mergulhos na lama, no rio, nos charcos, rastejei no chão, na lama, subi cordas e penedos, carreguei pneus e troncos, andei enterrada numa mina, e no fim dei um saltinho de 5 metros para o lago. Ahah!
Os primeiros kms custam muito porque os músculos demoram a aquecer (é porque sou super musculada claro está) e ainda não estava mentalizada para me sujar toda ou molhar até aos ossos, mas a partir do km 7 ou 8, foi vale tudo, aqui vai, carreguem no play, vale mesmo a pena, para acreditarem ou para ganharem vontade de experimentar, pelo menos uma vez! (nós somos as vermelhinhas)

resumo da prova

nós, no final a saltar, adorei!!!

a minha cara de frrrrrriiiiooooooooo
pé ante pé...

aqui já vale tudo, até acartar troncos!
Como nota final preciso só de dizer que pelo preço e distância a prova deveria ter incluído qualquer coisa de comer nos abastecimentos, e nunca apenas água, houve muito pouco respeito pelos participantes e muito foco no lucro. Foi uma prova com muitos banhos de rio, mesmo muitos mergulhos e já não conseguíamos aquecer, e no fim, o banho de água fria nos balneários só mesmo para tirar o grosso da lama. Mas fora estes apontamentos, uma prova muito bem organizada no percurso e essencialmente divertida, foram 4h de diversão, companheirismo e desafio.

para o ano há mais?

domingo, 15 de março de 2015

Domingo passa a correr

Hoje foi o meu único Domingo de folga do mês, que é claramente o meu dia preferido. O que é que eu fiz? Pus o despertador, e acordei cedo para correr. Serei tolinha da cabeça? Loirinha de todo? Pode ser que sim, pode ser que não. Há uma coisa que garanto, cada um sabe onde procurar a sua felicidade, e eu, depois do despertador tocar, e do frio da manhã passar, sou mesmo feliz km após km. E não me sinto nada sozinha, uma cidade inteira saiu de casa para correr, 13000 pessoas!
Quando no fim do ano passado fiz a São Silvestre em 1h06 min, mais 12 min do que no ano anterior tinha feito, soube que não podia mais evitar o óbvio, estava a tornar-me uma sedentária, sem força, e a sentir muita falta do que a corrida me dá. 
Resolução ou não de fim de ano, Janeiro foi o mês de regressar aos treinos. Hoje, quase três meses depois, mais do que o tempo de 8 min que já recuperei, consegui sentir o prazer de correr novamente, não sem esforço, claro. Agora que penso no assunto mais seriamente, podia ter terminado talvez em menos um minuto ou dois, mas quis mesmo fazer a prova a desfrutar, e adorei! 

Considerações finais: 
- Padrinho adorei encontrar-te na partida, temos MESMO que ir correr juntos
- Parceirinhas, senti a vossa falta
- Compinchas da corrida de hoje, adorei, temos que pôr este condomínio a correr novamente!!!

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sábado, 8h da manhã, a chover, o que fazer?

Correr, correr, correr. 
As minhas semanas têm sido assim, a correr. Voltar aos treinos (para mim) implica sempre voltar a correr, porque realmente é na corrida que me sinto mais feliz. Com isto, o tempo tem passado também a correr. Não tarda nada estaremos na Páscoa, diz aqui a minha agenda, e entre a surpresa e a ansiedade, mal consigo acreditar, já?
E então, deixemos o tempo, para voltar à corrida. Sinto que me estou a repetir, mas sem conseguir controlar o impulso de contar. Este fim-de-semana fui fazer uma prova de trail, coisa que já não fazia há mais de um ano. Faço pouquíssimo trail, mas gosto muito, é que para fazer trail preciso que: seja inverno porque não aguento o calor, que as provas tenham uma opção de percurso mais ou menos até 15 km e muitas rondam dos 20 e muitos aos 40 km, preciso de estar com pernas para subir monte, e ainda, preciso de não estar a trabalhar ao fim de semana. Logo, faço pouquíssimo trail. 
Trail é para os duros, para quem o desafio que uma geografia escarpada e íngreme é mais atraente que a segurança do alcatrão. Para quem não tem medo, medo de cair, medo de lama, medo de poder estar sozinho cheio de gente em comunhão com o que de melhor a natureza nos tem para dar, a sua beleza. O trail também é para aqueles que respeitam a natureza, porque no trail não há centenas de garrafas atiradas ao chão durante o percurso, no trail primeiro vem a natureza, e só depois nós.
Tudo começou com o despertador às 7 h da manhã, a um sábado, e foi a primeira vez que questionei a minha decisão. Inês podias estar a dormir, tens cada ideia. Chegados a Braga o nevoeiro e a chuva tinham-nos acompanhado durante a viagem, e não era preciso, mesmo.
Começa a prova. Os primeiros cinco km foram de revolta interior. Mas porque, porque, porque é que eu tenho estas ideias, porque ? Eu devo achar que sou atleta, só pode, ou isso, ou tenho que perder 15 kg porque mal posso com estas pernas, e o coração? Não sei se não vai saltar boca fora até ao fim da prova. Os dois primeiros km da prova foram sempre, sempre a subir. Eu e os meus gémeos nem queríamos acreditar que fosse possível tanta inclinação e dor seguida. E até ao primeiro abastecimento tudo em mim era desespero, e vontade de desistir. Só já no abastecimento, depois da água e dos gomos de laranja, é que recuperei a coragem e desfrutei. Pese embora o pior ainda estivesse para vir. Arriscava-me a dizer que 10 dos 17 km foram a subir, não por estradas ou caminhos, mas corta fogos que desafiariam qualquer jipe todo o terreno com a tracção às quatro engatada. Os últimos 5 km foram a descer, e se descer me dá muito medinho de cair, pelo menos para as pernas foi bom, e efectivamente pudemos correr. Esta prova com toda a dureza que foi teria sido perfeita sem o nevoeiro, que não nos largou, porque imagino que as paisagens fossem também como as subidas, de tirar o fôlego. 
No final, a alegria de estar a terminar, de ter conseguido resistir à tentação que foi desistir, de me ter superado quando achei que não era capaz, mais a experiência de ter corrido em trilhos tão difíceis para mim, foi maior que tudo. Superar, superar-me dá sentido a tudo. 
É claro que ter a ilusão de que depois da prova podia ir trabalhar à tarde, e ir mesmo, é uma péssima ideia, e que recomendo vivamente que não sigam. 
Por último, quero agradecer à T.L. que trocou o turno comigo, ao grupinho que me acompanhou durante a prova, muito em particular à I. por ter sido, e ser sempre, uma parceira sem igual, que tantas vezes esperou por mim para me desafiar sempre a continuar. Obrigada parceirinha! 

aqui venho eu aos saltinhos
e a sorrir!!!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

medo, ódio e amor

A minha reacção quando o professor expõe o percurso da corrida é: medo. Sobe não sei por onde, desce não sei que escadas, sobe outra vez, e desce e sobe. De tal forma que nem consigo visualizar tudo na minha cabeça.
Começamos a correr todos juntos, e é uma festa, mas assim que o percurso começa a fazer-se sentir nas minhas perninhas e pulmões vem o ódio. Mas como é que Lisboa é que é a cidade das sete colinas, se eu estou aqui no Porto e isto não pára de subir e descer, e as minhas pernas a doer. Só consigo pensar que isto não dá para fazer numa hora, e o ginásio já está longe demais para desistir. Que ódio destas pernas tão pesadas que me puxam para baixo e não ajudam nada. E estes kgs dos meses em que o excesso de trabalho se juntou à preguiça estão aqui todos a atrapalhar também. Olha a Rua Rei Ramiro, realmente, depois de tudo ainda me faltava mais esta, que ódio a estas agulhas que se espetam nas coxas e por ali acima... Ah!, mas agora também não vou desistir, carro vassoura posso ser, mas agora a fraca que desiste e morre na praia, isso é que não. Resisto. Ponho a música tão alto para não ouvir as dores, e quando olho melhor já está ali a entrada do gym, a meta, e o grupo todo a alongar. Cheguei! Devo admitir, chego feliz, é só alegria, alegria e amor na corrida!
Aqui está o link do percurso, para quem duvidar. É só clicar!!!!! Garmin Connect Sejam solidários com a minha luta. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

o cliché cor de rosa vestiu VERMELHO!

Este ano voltei a inscrever-me no Porto Urban Trail, mas com novidades. A primeira foi fazer a prova sem treinar há dois meses, e portanto: que dores e que sacrifício!
A segunda foi que este ano FINALMENTE tivemos direito a uma camisola de equipa propositadamente criada para o grupo(s) de corrida do(s) ginásio(s). Eu sei que pode parecer um cliché, mas na verdade, quando corremos em grupo, e há um claro e expansivo sentimento de pertença, a verdade é que só queremos que essa alegria e união se materialize. Correr é um desporto individual, mas correr em grupo faz-nos ir mais longe, e sobretudo, a mim pessoalmente, vincula-me, deixa saudades e muita vontade de regressar, sempre. Portanto obrigada HP Arrábida, há muito que esperávamos por ela, e merece-mo-la há mais tempo ainda.
A terceira novidade, e última? A chuva, céus como choveu! Mas quem é que quer ficar encharcado e gelado antes da prova... Com boa disposição e alguma coragem corremos os 12km a subir e descer os paralelos do Porto sem patinar. Mais uma vez a prova esteve bem organizada, mas falhou, quanto a mim, nos abastecimentos, porque o primeiro só aconteceu já aos 7km, e foi o único até ao final, e eu tenho muita sede a correr! O percurso surpreendeu-me porque não sabia que ia correr na ponte do Infante, foi a primeira vez, e adorei. A par da minha falta de preparação física parece-me que este ano o percurso aumentou o grau de dificuldade, porque as subidas eram mais loooongas, e as descidas mais íngremes... ou terão sido só as minhas perninhas a achar isso? Não sei, no fim, tudo o que custou valeu a pena. Sempre. 

aqui está a minha cara a combinar com a cor da camisola! uffa!

domingo, 13 de julho de 2014

S. João fora de casa, sapatilhas nos pés

Quem é do Porto, cresceu aqui, sente o S. João com carinho e folia, eu não sou diferente. Este ano, pelo segundo ano consecutivo, por motivos de força maior, férias entenda-se, vi-me afastada das festividades... Por férias ou não, sinto falta de me perder nas ruas e bailaricos da cidade. Por isso comemorei o S. João antecipadamente na Corrida de S. João. Sapatilhas nos pés, com uma faringite complicada que já me fazia dormir quase sentada, mas decidi correr. Porque? Toda a gente me perguntou porque. Bom a verdade é que já estava inscrita há tanto tempo, e a equipa de amadores dedicados onde treino ia em peso, e para mim, desistir de uma coisa à qual me propus custa muito. Fui. Eu sei que não foi uma decisão ajuizada, mas valeu a pena. Esteve calor, mas é uma alegria sair de casa cedo ao Domingo e ver a cidade a correr os 15km pela marginal. Custou muito, mas valeu e pena!

a minha parceira de treinos e, neste dia, a minha cenoura, obrigada!

no fim, um sorriso com a meta à vista

quinta-feira, 20 de março de 2014

21km a sofrer para ser feliz

lembro-me de pensar "vou sorrir para fazer de conta que não custa nada"!!!!
Há um ano atrás, partilhei aqui, um dói-dói no pé esquerdo impossibilitou-me de correr a Meia Maratona de Lisboa. Impossibilitou mesmo, nem podia pousar o pé no chão sem sentir dor. Na altura, não participar foi mais penoso que a dor. Quando o médico me disse que não podia correr, lembro-me perfeitamente de dizer para dentro, "ai é? então para o ano vou poder!". E pude, mas sofri na mesma, só que de outra maneira.
Questionei-me muitas vezes durante o ano que passou se queria cortar aquela meta, se queria repetir o treino da MM, e porquê. Querer quis sempre, agora o porque nem sempre foi claro, às vezes foi porque sim, às vezes foi porque não gosto de ter coisas pendentes na minha vida, mas depois, de cada vez que calçava as sapatilhas para correr, sabia que, é na meta que estabeleço a mim própria que  me encontro, e sou mais eu. Não que ande perdida, não se preocupem, mas é num pé depois do outro, à mistura com alguma, pouquinha, velocidade, que me equilibro e foco.
Uma vez inscrita pedi socorro, claro, ao PS para o planeamento dos treinos. E treinei, muito. Fui treinar em alertas vermelhos, com 5º, com 10º, quase sempre à chuva, tive dias em que não conseguia correr porque o sr tibial anterior se sentia exausto, mas corri na mesma. E gostei muito dos treinos, mesmo. Na última semana de treino recebi a visita inesperada de uma amigdalite. Que bom:  febre, antibiótico e anti-inflamatório durante toda a semana. Gostei muito, mas não desejo a ninguém..
No domingo da prova os suores ao pequeno almoço foram de um nervoso miudinho e uma pontinha de febre. 
A prova? É linda, maravilhosa.. Há uma cidade enorme que se levanta ao domingo de manhã, de manga curta, ténis e papeis ao peito, que atravessa a margem do Tejo e espera, expectante, pela partida. Tanta, tanta, tanta gente, que demorei quase 10 minutos a partir. A corrida? A partir do 5km, foi a sofrer. Fiquei cheia de fome, vi logo que tinha comido demasiado cedo, a minha garganta arranhava até a beber água, e não precisei de termómetro para confirmar que a dor de cabeça que sentia era a febre a subir. Muito bom. 
Pela primeira vez na minha vidinha das corridas considerei seriamente em desistir, porque antes desistir à humilhação de desmaiar a correr. Mas desistir... depois de já estar ali... decidi ir devagarinho até ao próximo abastecimento e resolver a fome com as bebidas energéticas, atacar a investida da febre, que teve como parceira os 25º de temperatura ambiente que se fizeram sentir, com hidratação e banho de água. 
Fui assim, devagar. 
Corri mesmo com a cabeça, a pensar "aos 7,5km há bebida energética, até aos 10km recupero da fome, e depois já estou a meio, portanto a partir daí é só dedicar-me ao arrefecimento físico". Uma garrafa para beber, outra para pôr pela cabeça a baixo. Estão a imaginar-me? Então parem, para eu poder esquecer, sff!
Passou um tempo, que me pareceu, e quase que foi, infinito, quando olho e há um marca km do lado direito que diz 1km!!! Bem, só me lembro da alegria, tipo chocapic, de confirmar no relógio e, aí sim, corri, mesmo a sério. Só vos posso dizer que aquele foi o km mais feliz que jamais corri, e só não chorei no fim, porque a alegria, e a surpresa, que tive quando cheguei à meta foram largamente superiores a tudo. Tudo.
A minha mãe diz que alguém invejoso me põe mau olhado para esta prova (não é deliciosa a minha mãe e as suas superstições mirabolantes?!!), eu para ser solidária com ela digo que duvido muito, só sei que, pese embora não tenha conseguido atingir o meu objectivo de fazer a MML sem me custar muito, tudo o que me custou, tudo o que abdiquei para ter tempo de treinar, tudo, valeu a pena assim que os meus olhinhos viram a meta. 
Agora, quero aqui, publicamente, pedir desculpas ao PS por o meu resultado (tempo de chip 2h18min) em nada traduzir o empenho dele no meu treino. Desculpa PS! E não, acho que não me vais conseguir aliciar para mais nenhuma MM, não tão cedo, muito menos para a de Maio!

PS: no fim a Olá deu gelados, e ainda bem, porque os pasteis de Belém pareciam um ninho de vespas, e até chegar ao hotel foi outra MM, na versão peregrinação das sardinhas em lata. No dia seguinte concluí, pela primeira vez em anos, que o metro de LX tem demasiadas escadas, porque será?!!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

quem corre por gosto põe o pé na lama

Quem me conhece dirá, quem diria? Mas aconteceu, e eu bem que gostei. Fez-me lembrar quando era miúda e passava as férias escolares na aldeia da minha mãe, com o doce do meu primo M. Só a velocidade é diferente. sou mais lenta agora.
Foi uma prova dura, digo eu, muitas subidas íngremes e longas, várias descidas com corda, e lama, muita lama. Tombos? Um, uffa, foi devagarinho. 
O meu querido Garmin disse-me que foram 14,3km, contra os 13km anunciados, não gosto que não me digam a verdade! Mas a prova estava bem organizada, os abastecimentos eram gostosinhos, e no final os bolos caseiros e os gomos de laranja souberam mesmo bem, só faltou um chazinho para combater o frio.
A questão é, vou voltar a por o pé na lama? Sim, mas com cuidado, é que agora, ao contrario de quando era miúda, cair mete medo! Cansa as pernas, mas enche os olhos, o desafio compensa o frio!!!!
No final, o resultado foi este: 


p.s:obrigado M pelas sapatilhas**

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

o tempo passa, sabe bem, e fica-me bem

Já falei tanto aqui sobre a minha relação com as sapatilhas de correr, que pouco haverá a acrescentar. Sobram apenas pequenos apontamentos de memórias e vivências. que não resisto em partilhar. 
Há um ano participei na minha primeira prova, a emblemática São Silvestre, e este ano, o ano em que a prova celebra 20 anos de existência, não quis mesmo faltar. É cliché, mas é bem verdade, que há coisas que o tempo não muda, e que há coisas que melhoram com a idade. 
A São Silvestre é uma prova acarinhada pela cidade, que tem crescido, em participantes, mas também em apoio, de amigos, familiares e anónimos, que num Domingo à noite, e frio (muito!!!), saem de casa para aplaudir quem corre. A alegria de quem corre não é possível de conter, mas a daquelas pessoas espalhadas pelos 10km do percurso suplanta tudo. 
O Porto vestido de natal, os baloiços de amor, paz, abraço, etc que enfeitam a Avenida dos Aliados fizeram o resto. Porque o que importa não é só vermos o tempo passar, é sentirmo-nos bem nele. E eu sinto, bem menos 2 minutos!

São Silvestre 2012






 
São Silvestre 2013























quarta-feira, 20 de novembro de 2013

porque quem corre é mais feliz: obrigada!

Faz agora um ano que comecei a correr.
Já tinha corrido antes, claro, já tinha tentado instituir este hábito a mim própria, sem nunca passar dos 2,5 km, mas foi há um ano que a corrida entrou na minha vida. Soube-o na altura, e é um conforto ainda hoje, saber que veio para ficar. 
Corro porque sim, porque gosto, e embora seja bem maior o meu gosto pela corrida, do que aquilo que eu, efectivamente, consigo correr, vale a pena. Se corresse tanto quanto gosto, seria um foguetinho.
Gosto do desafio que cria em mim, cá dentro, gosto daquele momento perto dos 5km em que já não sinto os músculos, só prazer. Gosto de ser privilegiada e correr  no abraço do rio Douro à praia, gosto quando é de manhã e está frio, e tudo em mim me diz que devia ter ficado a dormir, mas ainda assim me levanto, porque sei que vai valer a pena, gosto quando é ao fim da tarde e há a brisa do mar a brindar-nos, ou quando há por-do-sol a seduzir-nos. Gosto, e gosto mesmo muito. 
Correr não é um exercício de fuga, é até um exercício de encontro, porque quando corremos, mesmo que seja em grupo, corremos sozinhos. Cá dentro da nossa cabeça somos só nós, a vontade de correr, e a de chegar. E por isso correr é até encontrar-mo-nos cá dentro, porque na corrida a nossa cabeça leva-nos, tão ou mais longe, do que as nossas pernas, e isso fideliza-nos. Isso, e a liberdade. 
Se quem corre é mais feliz, quem corre é também livre. Só precisamos de vontade, porque corremos com chuva, sol, frio ou calor, de dia ou à noite, no asfalto ou em terra batida. Acho que quem gosta de correr, e se realiza na corrida, são também aqueles para quem o perfume da liberdade faz sentido. 
Gosto de correr com música, porque assim quando todo o meu corpo me berra a dizer que não aguenta mais, eu faço ouvidos de mercador, e continuo.
Gosto muito, mesmo, de correr no meu grupo, a RCHP. Correr em grupo é um compromisso, de que vou correr naqueles dias e naquelas horas, e portanto arranjo tempo para a aula, mas também é o compromisso de terminar o objectivo da aula, porque vemos os outros à nossa frente, e não queremos ficar mal, queremos superar-nos. Corro há um ano naquela aula e ainda hoje não sei o nome de muitos, mesmo muitos, dos meus colegas, e isso não me incomoda. Na verdade até gosto, porque naquela hora não interessa quem são, o nome, a idade, ou que fazem, nada, interessa que estamos ali todos por escolha, pelo mesmo gosto.  Isto une-nos, cria um espírito de equipa delicioso, surpreendente, e sem preço. 
Não poderia celebrar aqui o meu primeiro ano de enamoramento com a corrida, sem agradecer aquelas pessoas que têm responsabilidade clara nisso, logo: 
  • A., amiga e colega de trabalho, porque a tua determinação e velocidade, sempre foram e, serão sempre, uma inspiração;
  • HV., amigo e colega de trabalho, porque a tua conquista por uma vida saudável é um exemplo, e uma garantia de que somos capazes;
  • L. e RD., colegas e parceiros na equipa, porque quando comecei a ir às aulas vocês acolheram-me carinhosamente, fizeram-me acreditar, e com isso fizeram com que sentisse que o meu lugar também podia ser ali. Ainda agora olho para o L. e penso quando for grande quero ser como ele. RD. sentimos todos a tua falta!;
  • I., porque fomos ficando parceiras, quase sem nos apercebermos, e hoje em dia somos um bom desafio uma para a outra;
  • Às cenouras, que me incutem ritmo, e a todos os colegas do pelotão da frente porque inspiram, e os que correm atrás de mim, porque me fazem sentir acompanhada.
Em particular, e em especial, ao PS porque a ele devo todo o gosto que tenho pelo treino, o prazer que tiro dele, e a pouca disciplina com que o faço. Foi ele quem me chamou para a aula de corrida, vez após vez, sem esmorecer na motivação com que o fazia, nem no sorriso, mesmo quando eu me recusava a experimentar, e ainda brincava com ele. Porque ele sempre acreditou, mesmo quando eu não acreditava, e ainda hoje é o único que consegue despertar em mim a vontade de querer mais, mais quilómetros, mais velocidade, etc.. Pese embora, às vezes, seja mesmo só para o calar, porque a hipóxia já não me permite ouvi-lo mais!! Há um sentido de compromisso em mim, plantado por ele enquanto foi meu pt, e que perdura, e todos os benefícios (além do prazer) de que eu possa tirar proveito para a minha vida futura, fazem valer o investimento que ele foi. A alegria que retiro da corrida vou devê-la sempre a ele, porque só fui à primeira aula para lhe mostrar que não era capaz, e acabei por adorar.
Não sei se há um, antes e depois, na minha vida desde que comecei a correr, mas  posso garantir-vos que quem corre é mais feliz, e isso vale tudo!
fui ali ser feliz :) querem maior cliché?!

domingo, 3 de novembro de 2013

Family Race


Domingo, 7h da manhã, eu já estou equipada para correr, embora ainda não acordada, e só penso que realmente cheguei ao limite da sanidade mental, 7h!?
Primeiro é preciso desculpar-me com os meus colegas pelos meus grunhidos matinais, porque quando cheguei ainda não tinha acordado por completo, e não, o meu acordar não é nada bem disposto. Desculpem...
Segundo, tenho que agradecer ao professor, que me deu o pão dele para eu comer, já que não tinha pão em casa (sim, sou uma fada do lar deste nível...), e a própria padaria da minha rua, e que é um Mimo, também achou que 7h era demasiado cedo para abrir, obrigada PS.
A prova? Adoro a organização da RunPorto, mas admito que prefiro percursos circulares e não de ida-e-volta, mas isso, eu sei, são cismas minhas. Foi uma prova feita com esforço, muito, muito, mesmo, porque isto de eu me inscrever, e depois não ter cabeçinha para me preparar como deve ser, faz com que os 16km sejam mais penosos do que na realidade são, ou precisavam ser. O que vale é que alegria de ter cumprido, supera em muito o esforço. Tivemos vários abastecimentos de água, o que para mim é importante, mas no fim achei que me faltava qualquer coisinha para comer, uma frutinha? Afinal sempre foram 16km. O tempo? O meu querido Garmin, do qual já vos falei aqui diz que fiz 1h37min, mas o que importa é ter cortado a meta, isso sim.
O sol esteve connosco, e foi bonzinho, marcou presença mas não aqueceu muito o ambiente, e já está. 
Para o ano, há mais? Para o ano vou ver bem a agenda antes, está prometido D.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

rosa selvagem ou viagem ao passado

O slogan: livre como uma criança, selvagem como um lobo.
Eu sei que aqui reina o cor de rosa, e não sei se isto se poderá vir a  tornar um cliché, mas a verdade é que me deixei levar (sim outra vez!) pelo desafio, e inscrevi-me na prova "Call of the wild". 
Foram 9km, 30 obstáculos, chuva, lama e água até à cintura. O resultado? Óh pá, gostei muito mais do que estava à espera.
Primeiro, achei que era uma toleira aquilo, depois às tantas perdi-me da minha equipa e fiz a prova praticamente sozinha, e dei por mim a rir, de dentro para fora, porque tudo me fazia lembrar as férias escolares que ia passar na aldeia da minha mãe com o meu primo M.
Rastejar no chão, saltar cordas, escorregar por uma ribançeira, trepar paredes de granito, saltar galhos de árvores, andar a correr dentro do mato, entrar em tanques de água, rastejar na lama, subir e saltar fardos de palha, calcar propositadamente poças de água... enfim, estivesse lá o meu doce M., e a viagem no tempo seria integral.
Agora, nem tudo foram rosas. A organização foi fraquinha, muito. Para levantar os dorsais demorámos a vida toda, e à chuva. Ainda hoje estou à espera de receber a garrafa de corrida pela qual paguei, mas que não chegou a tempo da prova...
O percurso estava muito mal marcado, e faltavam pessoas, demasiadas, durante o percurso. Tenho a certeza de que não fiz lá uma voltinha, deixei de ver os meus colegas e perguntei a um elemento da organização por onde continuava e ele lá me orienta e quando dou por mim estava ao pé de um grupo que ia muito mais avançado do que eu... Enfim. No campo de futebol as voltas a mais foram grátis para quase todos... Eu não, uffa! Em mais do que uma situação tive dificuldade em perceber a marcação do percurso, e depois no fim, ouvir uma pessoa da organização dizer " olha vamos ver esta a cair", só me apetecia chamar a brigada anti atrasados mentais. Bom eu não caí, claramente!!! Mas tive pena que não tivessem caído os dentinhos ao atrasado, ai isso tive!
Ainda assim, vai-se lá entender, gostei muito, e até queria bis!

sábado, 19 de outubro de 2013

correr à noite no Porto Urban Trail


Inscrevo-me nas provas sempre por desafio, dos outros. Da única vez que me quis desafiar a mim própria, lesionei-me nos treinos e fartei-me de chorar, como se fosse uma tolinha, ou pior, como se correr fosse a minha actividade profissional...
Parece que ainda estou a ver a cara do ortopedista a dizer-me " se quiser ir correr a prova não a posso impedir, mas não o fará com o meu consentimento" puff! De cada vez que o encontro no corredor, a memória embaraçada deste momento faz-me parecer que ele se ri de mim, por dentro.  Mas depois rezo para que seja cisma minha.
Bem, desta vez, inscrevi-me no Porto Urban Trail porque "porque não?", e foi tudo diferente do que eu esperava.
Primeiro: achei que ia dormir depois da noite MAS mentira, não dormi um minuto.
Segundo: achei que ia descansar em casa MAS mentira, tive que ir de comboio aos meus pais buscar o carro, o comboio avariou, e demorei 1h30, a mais.
Terceiro: achei que ia passar o dia sem pensar no assunto MAS mentira, passei o dia a doer-me a barriga de nervos miúdinhos. "ai não vou conseguir dormir, ai o comboio avariou, ai queria tanto chegar a horas do almoço da minha mãe, ai ainda tenho que ir para o Porto, e a conduzir, ai ainda tenho que ir buscar o bolo de aniversário da mana aos Bolos Felizes, ai como é que vou correr sem domir desde ontem, ai como é que vou chegar aos 12km, ai cheguei a casa 1h antes da hora marcada  no gym, ah mas ainda tenho que lanchar/lantar" CREDO!
E a prova? Uma surpresa, daquelas mesmo boas!
A equipa inscreveu-se em peso, recebemos uma tshirt oficial de equipa, que há muito merecíamos, que todos os ginásios de esquina já tinham, mas que o nosso club hesitava em dar!!


O Porto estava lindo, cheio de luz, nossas e da cidade, e estava tanta, tanta gente, que parecia S.João. Entre Gaia e Porto, cada um iluminou o seu caminho. O percurso foi bem planeado, duro, mas estruturado, cada vez que subíamos muito tinhamos uma descida ou plano para recuperar. As escadas foram mil, e os suspiros por todas as varandas inesperadas da cidade que me arrebataram, esses então, perdi a conta.
Atravessamos o tabuleiro da D. Luís duas vezes, subimos a rebeira de Gaia por ruas e ruelas, passamos por dentro de uma cave do vinho do Porto, passamos os claustros da Serra do Pilar, descemos e descemos, subimos a escadaria dos Guindais, corremos pela muralha... por ruelas que não sabia existirem, pelos jardins do Palácio de Cristal, e podia continuar, mas esta corrida foi como um romance, dos bons.
Quando acabou, eu já sabia que para o ano queria mais. Só gostava de não esperar 5 minutos completos na Serra do Pilar para passar por uma porta, nem de só ter um abastecimento ao longo  dos 12km, quando subir escadas dá tanta cede!
A cereja em cima do bolo? Quando terminei a minha andorinha já tinha aterrado no Porto, ainda estava acordada, e em minha casa. Quando cheguei, ela disse o meu nome, sem erros: Inês, e deu gritinhos de alegria por me ver, tudo fez mais sentido e foi melhor.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quem corre por gosto...

Também tem dias não... dias em que a nossa cabeça está toda nas sapatilhas e no grupo, mas os pés assentes na realidade.... impiedosa! 
E aqui fica uma inspiração para nos revoltarmos contra eles :)

 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

o tempo, passa a correr?

O ditado diz que o tempo passa e não volta atrás, e é verdade.
Mas também é verdade que, às vezes, passa mesmo a correr.
Olhámos para trás e pensámos "uiiiii, isso já foi há um ano!"!!!! JASUS!
Para quem corre, o tempo, esse malandro, nem sempre passa a correr.
Eu, que sou uma amadora profissional da corrida, depois de muita hesitação, tomei a decisão de dar um passo em frente nesta minha relação com as sapatilhas: comprei um relógio de correr!
Desde esta altura que andava a ganhar coragem para esta aquisição dispendiosa, e hoje foi o dia!
É claro que ele é cor de rosa, e já estou ansiosa que venha ter a casa!

Na loja chamam-lhe Garmin 110, mas quando for correr comigo vou batizá-lo, porque ele é lindo demais (e eu tenho um dom em batizar objectos!), não acham?

sábado, 6 de julho de 2013

quem corre por gosto: UFFA


Fui correr, pela primeira vez desde que regressei de férias e, às 19h, estavam 30ºC, ainda. Apliquei protector solar, levei água, mas as minhas pernas não obedeciam à minha cabeça. Não fosse eu estar com os meus colegas da aula e teria desistido ao km 2.
Ainda não decidi, mas tudo aponta que, cá para mim, quem corre por gosto, não corre neste calor, abafa... Mas vou ter pena.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quem corre por gosto? tem a liberdade nos pés


Hoje, no dia da liberdade, escolhi levantar cedo, por o protector, calçar os meus tenis pirilampo, e correr.
Corro porque gosto, porque me dá gozo, porque mesmo quando o treino é de rampas horríveis e só me apetece voltar para a cama, de onde me levantei cedo para correr, no fim, depois de ter conseguido, ou quase, sabe mesmo muito bem.
Corro porque adoro o cenário entre a beira rio e beira mar, entre os quais, privilegiadamente, vivo e treino. Mas correr é ter a liberdade nos pés. E a liberdade é, a par da corrida, viciante.
Hoje fomos correr na rochosa praia de Lavadores, e foi como se tivesse outra vez 10 aninhos, e ia para lá, fugida da minha mãe, só que agora, com algum medo de cair. Recomendo muito estes saltinhos no tempo. Façam isso, vão saltar vocês também!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

quem corre por gosto: enche-se de cor!

 
Há corridas para todos os gostos e capacidades, mas eu acho que as pequeninas são mesmo importantes. Quem corre muito fá-las a brincar, e quem não corre nada arrisca e vai. E, às vezes, nestas pequenas corridas quem não corre descobre o gosto de correr, e tudo pode mudar. Ou não! As pequenas corridas podem ser apenas isso, exepções. Mas nem por isso menos saborosas. Momentos partilhados por todos, ou pelo menos por muitos mais (ainda).
Domingo foi dia de COLOR RUN no Porto, foi dia de correr pouco, muito pouquinho mesmo, de fazer render o peixe, e gozar cada metro, e cada cor.
No Domingo nem a chuva, nem o friozinho demoveram a cidade. Eu, claro está, rendi-me ao cor de rosa, e na companhia da D., rebolei no chão, porque o cor de rosa é claramente a nossa cor. Sentimos a falta da R., mas teve que ser!
Foi tão fácil rir durante 5km, tão bom ver tantos tutus, perucas, boias, num Carnaval de cor. Não sei se para o ano há mais, mas se houver recomendo, e quero bis. Obrigada!