domingo, 2 de junho de 2013

Domingão

 
O Domingo é dia de descanso.
O Domingo é dia de família.
E depois temos as diferentes famílias, a nossa e aquela que escolhemos, porque os amigos são isso mesmo, a família escolhida por nós.
Hoje como é Domingo, e passei-o com a família do D.  - OBRIGADA! Já somos amigos há quanto tempo, já pensaste? Credo. Mas é mesmo bom, passar o dia em tua casa, onde me sinto tão em casa, passar o dia na tua família, onde me sinto tão eu, e tão acarinhada. Deliciosa a ternura de tantas gerações à volta da mesa, e dos assados da tua mãe. (aquelas batatas assadas hoje estavam de morrer por mais!) 
Os Domingos deviam ser todos assim.
E agora vou trabalhar, porque até sou católica, mas a minha profissão não contempla dias santos, infelizmente!

sábado, 1 de junho de 2013

dia da criança




A minha memória mais antiga deste dia, eu ainda não andava na primária. Recordo como se fosse um filme, o pai do A. chegar do trabalho, e nos dar a todos um gelado no café em frente. É a memória mais gostosa que tenho, a de irmos a correr atrás dele histéricos, e comer o gelado como se fosse Natal. Aquela alegria genuína e inocente, que só as crianças sabem dar às coisas, sobretudo às coisas que verdadeiramente importam. Decerto que o J. nunca imaginou que o seu gesto ia ficar gravado na minha memória com tanto carinho, mas é verdade. Obrigada.
São pequenos, os gestos que as crianças precisam, para crescerem com memórias felizes. Neste dia podemos fazer tantas coisas... podemos mimar a criança que há dentro de nós, podemos mimar aquela(s) criança(s) do nosso coração, podemos até fazer crianças anónimas mais felizes, não importa quem. Vamos semear na memória delas que as coisas podem ser melhores, vamos proporcionar a esperança e o amor, porque o resto, o resto interessa pouco.
Às crianças, grandes e pequenas, de cada um de vocês: hoje é o dia*****

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Modern Family - on play

Uma enorme surpresa, uma conquista a casa episódio, um cliché familiar que me fez render pela boa disposição e humor, sem cair no ridículo. Dos miúdos aos graúdos, há em cada uma das personagens um motivo para aguardar um novo episódio. A não perder, porque não devemos mesmo perder oportunidade de rir.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

na mesinha de cabeçeira mora: teoria geral do esquecimento


Quant@s Ludo não há no mundo por aí? Alguém as fere de morte, sem as matar, e elas constroem muros que as separam, que as resguardam do mundo, atrás dos quais se escondem, para se proteger?
Há muros, como o da Ludo, de tijolos e cimento, e há os outros, de palavras, atitudes e silêncios. No fim, espera-se que a violência, que gerou isolamento, resulte em amor. Mesmo na guerra é o amor que nos liberta, sobretudo de nós próprios.
As palavras escritas pela casa  dela foram a sua memória, a sua companhia, o trilho que ainda a ligava até à lucidez.
Na Teoria Geral do Esquecimento, as palavras são fragmentos e flashes de memórias que, uma vez sequenciados, para a frente, a permitiram esquecer e curar, e para trás, nos deixam a nós lembrar e compreender.
 
P.S: é tão Lusa, esta Água, que o José escreve :) Adoro que ele consiga sempre escrever estes livros que ficam um bocadinho em mim, que deixam esta expectativa, de como será na próxima vez, quando eu me render ao seu dom, a escrita.


terça-feira, 21 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

do que as crianças precisam é de amor

Do que as crianças precisam é de amor.
Do que as crianças precisam é de pessoas na vida delas que contem os minutos para voltar a casa no fim do dia, para estar com os seus filhos.
Do que as crianças precisam é de alguém para quem sejam tudo.
Do que as crianças precisam é de uma segunda oportunidade na vida de terem uma família, de terem irmãos.
Do que as crianças precisam, do que precisamos todos, é que o preconceito dos outros não as impeça de serem amadas.
As crianças têm direito ao amor. Os homossexuais têm direito à parentalidade. O que mais há é crianças filhas de pais gays presos numa falsa relação hétero. O que mais há é crianças com mãe e pai que as agridem, violentam, maltratam, negligenciam. A parentalidade não devia ser para todos os casais não. Há pessoas que são tão macabras com os seus filhos que deveriam ter sido esterilizados à nascença, isso sim. Convido os hipócritas a irem a uma casa de acolhimento para verem os danos que uma família hétero provoca nos próprios filhos. E depois digam-me, se o que as crianças precisam não é de amor.
Para aqueles que ainda assim não conseguirem pensar fora da caixa, recomendo que estudem, porque o que não falta são estudos sérios e credíveis a dizer isto mesmo.

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