domingo, 6 de outubro de 2013

dentro ou fora, encontra o teu caminho: take II

Então foi assim:
DIA 1
Valença/Tui/Porrino/Redondela +-31 km

9h da manhã, Partida -» Km 0: Valença

o tempo que foi sempre nosso amigo
Já está!
as marcas do caminho
as pequenas pausas
e as partidas
às voltas com as orientações, sem nunca nos perdemos!!
Redondela: 31km depois, uma úlcera de pressão, categoria II, foi a única portanto: óptimo plano de prevenção de UP!!

DIA 2
Redondela/Arcade/Bertola/Pontevedra +- 18km
Redondela, 8h20 da manhã: Partida
algures no caminho...
atravessar
há que saber render-nos
aos encantos do caminho
aquele senhor que aparece, um Brasileiro que estava encantado com as marcas dos carros de bois nas pedras!
as marcas podiam ser pequenas, mas nós não perdemos nenhuma
Pontevedra - etapa pequenina, para dar descanço aos pés

sábado, 5 de outubro de 2013

dentro ou fora, encontra o teu caminho - take I

Fazer o Caminho de Santiago foi uma ideia plantada em mim em miúda, por um livro, que passou a vontade depois de um amigo o ter feito, e adquiriu o estatuto de determinação com o tempo. O tempo que passou, germinou a certeza e vingou.
Quem faz o Caminho de Santiago, um trilho de peregrinação, tem para si um objectivo, embora, na minha opinião, todos o façam com a fé.
A magia do caminho é a comunhão. A comunhão com o percurso, que a cada marca me fazia lembrar a história de Hansel & Gretel; a comunhão com a beleza natural, porque se é verdade que há sítios encantadores e em que suspiramos uauu! também é verdade que há outros onde temos que atravessar autoestradas e uiii; a comunhão com os outros peregrinos no silêncio e na saudação, que todos dão e  recebem de bom caminho.
Há quem o faça por promessa, em penitência, por dor, por luto, porque está perdido, por turismo, ou simplesmente o faça como eu, porque sim, porque cá dentro fazia sentido, e fez. Um caminho em que cada quilómetro palmilhado me fez sentir mais eu. Porque se há um caminho que se faz com os pés, o verdadeiro caminho é o que fazemos cá dentro, de nós.
Gostei de fazer o caminho em silêncio, gostei de o fazer a falar com a M & M, gostei de olhar para cada pessoa com que me cruzava, ver os olhos, e perder-me nesta ideia insana de tentar saber o que a trouxe.
Naqueles trilhos não importa quem és, muito menos o que fazes, às vezes nem sequer o teu nome, porque naquela comunhão de experiência, fomos mesmo todos iguais.
Os albergues, onde fica quem chega primeiro, com as camas em camaratas mistas, onde, quando chegava só queria mesmo tomar banho, comer e dormir, mas onde, no entretanto, ficava sempre sentada na minha caminha a observar as pessoas, de todas as idades (havia mesmo velhos muito velhos!!), de tantas nacionalidades... Após duas etapas já sabíamos quem era o alemão refilão que ressonava, e escolhíamos uma cama longe da dele, e acho que não estivemos sozinhas nesta estratégia..

 amanhã há mais..

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

o meu problema de expressão: X

Ao som desta versão maravilhosa, da também maravilhosa, Sara Tavares, vamos todos resolver no Domingo o nosso problema de expressão, democráticamente. 
Porque? Porque o Tribunal Constitucional, ao contrário do que os partidos gostam de afirmar, nem tem falta de colaboração institucional, nem faz opção pelos mais fracos, perdoai-os senhor pela ignorância. O Tribunal Constitucional defende apenas a nossa constitução. Não faz escolhas, nem colaborações, nem é partidário.
Diz a democracia, e a música, que o povo é quem mais ordena, portanto, a todos os que em casa, no trabalho, na rua, se manifestam contra e a favor das opções polítivas deste país, em particular, nas nossas autarquias/freguesias, Domingo é o dia de, com um X, resolvermos o nosso problema de expressão.
Independentemente da cor de cada um, de em quem vamos depositar a nossa fé para os proximos anos, Domingo, votar é preciso. Se não for por mais, recordo que milhares de homens e mulheres foram presos e condenados e exilados e torturados e assassinados para nós podermos ter voz, para nós termos mais do que uma opção no boletim de voto. Votar foi um direito conquistado para nós, vamos honrar este direito.

P.S: aos meus queridos M. e A. que andam em  campanha, desejo-vos sorte, é preciso acreditar***

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

é uma casa portuguesa, com toda a certeza


No movie time de hoje falo da gaiola dourada, o filme português feito por um meio português, e que levou tanta, tanta gente ao cinema. Quem foi inspirou sempre mais alguém a ir, eu nao escapei a esta onda dominó.
A gaiola dourada, metáfora da vida que não é de ouro, mas que nós douramos, e onde nos prendem às vezes, mas na maiora delas, onde nós que nos mantemos cativos.
Quem viu o filme sabe que retrata os portugueses, reconhecemo-nos lá, identificamos um familiar, um amigo, uma expressão da rua, tudo, estamos ali.
Quando a filha do casal, sem nunca ter conhecido Portugal, chora aos acordes da guitara portuguesa, eu soube que ela ia voltar para a terra dela, porque são também portugueses aqueles que nascem fora de portas. Há uma melodia que toca cá dentro, um portuguesismo de tradições que nos une, que não é só, mas também o são, o bacalhau, as sardinhas, o copo de vinho, a camaradagem, a humildade, mas sobretudo esta enorme capacidade de nos rir-nos de nós próprios sem vergonhas. Gosto disso, da inteligência que partilhamos, e que só por isso nos permite saber rir do nosso umbigo colectivo.
Depois disto, todos os cliches portugueses estão gastos! E valem cada gargalhada que o filme nos proporciona. 
Não hesitem, vai valer a pena!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

a superstição de uns é a sorte de outros

Adoro estas superstições, e brincar com quem faz delas uma religião! Mas sobretudo hoje, porque para mim o dia 13 é um dia de sorte, um número de sorte, e a Sexta-feira um dia mesmo bom, que cheira a fim-de-semana. 
Os gatos pretos? Adorava ter este da Bordallo. É que a superstição pode ser assim muito divertida! Boa Sexta-feira****

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Bamos lá ?

Vamos ver-nos pelos olhos dos outros? Vamos ver se vamos gostar, se vamos rir, se nos vamos enternecer, se nos vamos identificar? A cidade do nosso coração, como será ela, vista por quem passa por ela?
 aqui