terça-feira, 7 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Dizem que não aprendo, gosto de pensar que não desisto, mas a verdade é que o Trail Solidário da Salamandra já estava marcado há muito, e eu até fui muito revoltada com o despertador.
Tenho a dizer que não fez frio, só calor, e que inicialmente isso nem me deixava correr. O meu termostato é muito especial e então para correr é o rei dos caprichosos. O que dizer da prova? Uma surpresa, gira, divertida com uma passagem por dentro do rio com cordas, e muito bem marcada para uma prova amadora ( há provas oficiais que não são assim tão bem marcadas). Quando as nuvens encobriram o sol consegui correr e afinal não fiz ( fizemos) os 20km, porque entre atalhos e decisões de grupo, logo ao início decidimos que ia ser um domingo de descanso, entre amigos, mas com os pés na terra, em 11km. E assim foi, Running Class, as saudades que eu tinha de ir a provas com vocês!!
No final, todos sentados, no chão ou em cadeiras a comer bifanas com o alto patrocínio do PS, já não havia revolta com o despertador!!
sábado, 4 de junho de 2016
A brincarem aos museus e arrebatarem corações e olhares. O museu saiu à rua, e é impossível ficar indiferente.
A forma dissocia-se da função e brinca com o inesperado, o tradicional e brinda-nos com esta nova roupagem, a quem ninguém resiste.
São apenas algumas fotos na queridinha Rua de Cedofeita, mais há mais. Há mais Porto, procurem o vosso!
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Há uns 5 anos atrás, recebo um telefonema da minha irmã a dizer que estava grávida. A vida dela mudou sem contar, e as nossas vidas ficaram tão mais felizes e ricas.
Minha querida M. um dia vais ser crescida e vais ler isto, e vais saber que chorei de alegria, surpresa e com o boom de amor instantâneo que me invadiu, ao primeiro minuto que soube que ia ser tia.
Foste a melhor prenda que a mãe me deu, esta oportunidade de ser tua tia e tua madrinha, e quando corres para mim e me abraças, o mundo não pode ser melhor, porque cabe todo naquele abraço magrinho, que é só nosso.
É certo que temos um oceano entre nós, e que fazemos muita falta uma à outra, mas cresceste a saber que a madrinha gosta de ti até ao céu, e quem te conhece sabe que és o doce terror mais feliz do mundo.
É cheia de orgulho que aponto o dedo e digo que és minha sobrinha/afilhada. Adoro que sejas loiraça como a madrinha, e a cara desenhada da avó Luisa ( tal como a tua mãe ).
Meu amor pequenino, tenho muita sorte, e o nosso amor é tão mais forte que as ondas do oceano. Tu és o nosso mundo, e hoje sei que vais ter um dia da criança tão especial, é um orgulho saber que estás a ser educada para a diferença.
A madrinha gosta de ti até ao céu, não te esqueces ?
Wooohoo! É assim que celebramos tudo, feliz dia da criança, minha criança preferida.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Já perdi a conta ao número de posts que terei feito aqui sobre os Açores. Se a mim o que me liga a eles é o coração, a vocês, cuja motivação é a de turista, não deixem mesmo de incluir os Açores nos vossos planos de férias. É um charme e um encantamento que ainda não parou de me surpreender.
Estivemos mais dias na Horta e entre passeios deixo-vos fotos de pequenos detalhes que espero que vos façam sentir vontade de partir. A Horta continua a ser a minha cidade preferida, senão vejam lá:
De qualquer esquina se vê o amar, de todo o lado sentimos o abraço dele, e estes edifícios tipicamente coloniais fazem-nos viajar no tempo sem esforço.
Nesta altura do ano, sobretudo no triângulo ( São Jorge, Pico e Faial) celebram-se as festas do Espírito Santo. É muito bonito de ver, se tiverem oportunidade de participar não percam, porque é totalmente diferente das festas religiosas a que estamos acostumados no continente e a fé, de não for capaz de nos mover, acho que nos consegue sempre comover. Esta é a Igreja Matriz da Horta, toda enfeitada a orquídeas.
O Peter Café, emblemático além fronteiras, com um ambiente maravilhoso para um café, um lanche, um gin ou um bife. Uma visita obrigatória que faço sempre com imenso gosto.
As bandeirinhas que os marinheiros vão deixando é que vestem as paredes do Peters de cores, história, memória e simbolismo.
Pensem bem, vão adorar ! (e não, não me pagam para isto!!)
segunda-feira, 30 de maio de 2016
No ano passado ir ao Azores Trail Run ao Faial foi alcançar a meta mais bonita de sempre, mesmo. Tanto assim foi, que decidi repetir (o que é que fui eu fazer).
Tento medir e pensar as palavras a usar porque, por um lado, a minha experiência do ano passado não podia ter sido melhor, mas sobretudo, porque o blog para mim não serve como muro de lamentações, muito menos de descomposturas públicas. Pese embora isto tudo, também não posso vir aqui a escrever uma fábula fantasiosa, distante da realidade. É de ressalvar ainda, que a descrição que se segue é a minha experiência pessoal, a de uma alminha que gosta de correr, e que em consciência o faz, de uma forma absolutamente amadora.
Então...
Começamos o dia antes das 10h a apanhar a camioneta na Horta, com um bocadinho de frio e vento, cheios de vontade de correr. Chegados à caldeira o cenário era totalmente diferente, muito muito frio, muita chuva e muito muito vento (a faltarem quase 2h para a partida). Uma hesitação colectiva e ninguém se animou muito a sair da camioneta, mas saímos. Tentamos abrigar-nos num dos postos de abastecimento mas fomos corridos pela organização, e lá fomos todos para o local da partida.
Bom, aqui começa tudo a correr mal, no local da partida do ano passado não havia nada, só um carro parado com pessoas lá dentro que não nos disse nada, e continuamos a descer, porque, nos tinham dito para nos dirigirmos para a partida, e não havia sinais dela.
À medida que íamos descendo encontramos atletas dos 70km e dos 48km que nos avisaram que estávamos perdidos, de onde eles vinham não havia nada. Posto isto, voltamos todos para trás até ao carro, batemos ao vidro e afinal, qual o meu espanto, eles eram da organização, estavam bem abrigados a ver-nos descer e subir à chuva, e ali, no meio do nada, ia ser a partida. A sério? Eles disseram que sim.
Ficamos mais de 1h30 ali ao frio, à chuva embrulhada a vento, e os carros iam aparecendo, a organização continuava lá dentro, e nós cá fora molhados e gelados. As mantas térmicas que faziam parte do equipamento obrigatório, para serem usadas em caso de emergência, começaram logo ali a serem utilizadas. Todos juntos encostados numa parede íamos tentando brincar e manter a moral, mas a cada rajada de vento, tudo se tornava mais difícil.
A 30 minutos da partida dizem que afinal está mau tempo, e não há condições para fazer a partida ali, teríamos que ir a correr para a caldeira, porque os restantes participantes estavam lá. E eu penso, mas isto é para os apanhados? Ah agora é que está mau tempo? Bom, geladinhos lá fomos a correr para o novo local da partida. Chegados lá ainda não havia partida nenhuma. Portanto, continuamos à espera, mas num sítio diferente, cada vez mais gelados, eu já roxa, molhada já estava até ao limite.
Finalmente partimos mas a 5 metros talvez da escada de acesso à caldeira, estão a imaginar o engarrafamento? Aqui já estava tão enervada que já só me apetecia refilar com eles todos, mas não, fiquei uma cordeirinha à espera da minha vez de subir as escadas. Não sabia eu que o pior estava para vir, e que se antes via a organização dentro dos carros, agora ia deixar de ver.
A caldeira que no ano passado foi o ponto mais bonito da prova, de cortar a respiração mesmo, que fez valer tudo, este ano deveria ter sido retirada ao percurso, ou então anuladas as provas, porque estava mesmo perigosa.
Lá em cima, em caminhos de desfiladeiros, a juntar ao frio e à chuva, tive nevoeiro e tanto mas tanto vento que ao correr mal me respirava, e em alguns sítios as rajadas fizeram-me desequilibrar e cair, sim, cair, e mais do que uma vez. Logo, ao invés de correr, fui quase gatinhando agarrada à vegetação, sempre que ventava mais, ou o percurso era demasiado escarpado. Foi muito difícil e assustador, e ainda não sei como é que não desisti, bom, até sei, tinha que sair dali para isso. Quando saí da caldeira fui a descer com umas raparigas e lá nos fomos animando, e recuperei a coragem.
A partir daqui a prova teve a dificuldade que uma prova de trail tem num dia chuvoso de inverno (embora estejamos na primavera mas ela própria ainda não se tenha apercebido disso), muita chuva implica muita lama e algumas quedas. E assim foi. Imensa lama, pântanos de lama, patinagens de lama, e depois subidas, subidas e subidas, e descidas, descidas e descidas até ao primeiro abastecimento.
Cheguei ao primeiro abastecimento pouco cansada mas completamente desmoralizada, farta da lama e do frio, porque não consegui aquecer durante toda a prova, que não me deixava correr. Lembrava-me bem desta parte do percurso e não demorei muito, e continuei, tentando não arrefecer mais, mas não sem antes tirar uma palmilha de lama em cada sapatilha.
A apontar que em nenhum abastecimento, nem durante nem no fim da prova havia bebidas quentes, o que com aquele frio, pelo menos no fim foi imperdoável não ter. Foi super difícil correr com o frio, tinha as pernas roxas, e se há coisa que eu tolero mesmo muito mal é isso.
O resto da prova foi feita numa tortura e superação continuas, onde a única alegria mesmo foi ver a meta, e quase logo a seguir ouvir a minha querida mana e o M. chamarem o meu nome. Só queria que aquilo terminasse, e poder vestir uma camisola quentinha.
Tenho que agradecer também à família que conhecemos no ano passado nesta prova e que este ano também veio, pela recepção na meta, adorei! E dar os parabéns ao M. por se ter estreado nas provas e ter superado tudo nesta, com uma fantástica prestação de 2h55 (M. estás a perder uma grande carreira de atleta)!
À minha mana por ter vibrado por todos nós, e sofrido connosco, durante tantas e tantas horas de espera.
A M. a fazer de conta que é um anjinho
R. foi fazer 48km e demorou 9h30!!! Não sei como chegou inteiro ou como não desistiu, mas palmas para ele. Eu ainda não acredito!!
O que restou de três pares novos de sapatilhas tão giras, que nunca mais voltarão a ser o que eram...






























