domingo, 19 de novembro de 2017

O dom




Linearmente, podia dizer-se que o filme fala sobre a relação tio-sobrinha, e os desafios da educação de uma criança sobredotada, mas isso seria tão redutor e superficial.
Na verdade, este filme retrata um amor de irmãos que perdura no tempo após a morte, fala da lealdade de fazer cumprir a infância numa vivência plena, e das inseguranças inerentes ao amor e à preocupação genuína de quem ama. Quem ama de verdade também erra e corre atrás, pede desculpa, e reescreve o futuro outra vez. 
É claro que chorei. Ser tia é para mim uma dádiva e um desafio tão avassalador, que seria impossível não me render a esta esquadria de afinidades. Até há um gato nesta história para ajudar a festa. 
E no fim? A história repete-se, naquele que é o princípio comum a tudo, e no qual acredito acima de qualquer coisa: temos a resposta dentro de nós, só precisamos de não nos perder cá dentro, e confiar no amor. [o caminho mais fácil é o menos percorrido, e ainda assim o mais desafiante e recompensador ]

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Agradecer

Há um ano estávamos no SU, eu cheia de dores, e tu sem saber o que fazer. Hoje, agradeço a superação e celebro que tudo não passe agora de memórias, das quais sabemos rir, juntos. 
Num tempo só nosso, há uns anos atrás, arriscamos ser felizes juntos. Celebremos isso também, sempre. 


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Con Dao - Vietnam ( última paragem)

Foi muito bom mas acabou aqui, em Con Dao, e acabou em bom (demais).
Queria muito terminar esta viagem com pés na praia e mergulhos no mar, e assim foi.
À procura de uma praia que fosse pouco afectada pelas monções naquela altura do ano encontrei este paraíso verde.
Con Dao pertence já ao Vietnam e além de hoje em dia ser uma reserva natural em bruto, no século passado foi o destino de muitos prisioneiros políticos Vietnamitas, reputadas mundialmente como as prisões mais violentas do mundo. 
Mostro-vos então o paraíso, mas não vos esconderei os vestígios do inferno que a história conta. 





Praias maravilhosas e absolutamente desertas. Chegada aqui só queria não ter que regressar.

Areia fina, água morna, marés baixas foram sinónimo de algumas horas de molho a contemplar e contar conchas. 




Há várias prisões mas visitei só esta, não tive estofo para mais, assumo-o. Tinha lido um pouco da história e algumas descrições de como era as "tiger cages", mas ali, foi impossivel não chorar, não ouvir o desespero daqueles que foram ali torturados. 
Foi um (mais um) murro no estômago e ao mesmo tempo uma lição de história e humildade. Tenho muita sorte por ter nascido no ocidente, no paraíso à beira-mar plantado e numa época plena de democracia. 

Ar de quem vai fazer mergulho, ver peixes, corais e concretizar um sonho de pequenita. 

Um mar inteiro só nosso

As tartarugas bebés recem nascidas é que recolhemos para devolver ao mar. Era um sonho antigo, do qual além da viva memória restam poucos registos fotográficos porque as tartarugas seguem a luz, pelo que é necessário mantermo-nos à penumbra do luar, para as fazer entrar no mar. De cada 10000 tartarugas bebés que entram no mar apenas uma sobrevive, as fêmeas que atingem os 25 anos regressam sempre à praia onde nasceram para desovar. Foi maravilhoso e repetia tudo novamente, não há nada como ser espectadora da magia da natureza. 

Mergulhos na piscina com a moldura perfeita, no hotel mais perfeito de sempre. 

Um escaldão no ombro esquerdo das voltas à ilha de mota...



A despedida, feliz, coração transbordante e agradecida, por tudo, mas principalmente por todo o amor que preenche e dá sentido à (minha) vida. 










terça-feira, 24 de outubro de 2017

Amor gordo

Esta gorda carinhosa e zãzã faz hoje 5 meses. Cá dentro já fez um ano que a amo baixinho. 
Obrigada Kiriki, a madrinha não podia ter tido mais sorte contigo. Eu é que sou a madrinha, mas tu é que abençoaste o meu/nosso ano. 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Parabéns ao melhor presente

O Douro foi substituído pelo Atlantico mas para mim serás sempre o melhor presente, a melhor amiga e melhor irmã. Parabéns por seres a rainha das nossas vidas, que com esse dedo em riste nos comanda e esse sorriso nos seduz. O dia é teu, mas não há dúvidas, a sorte e a benção é toda nossa morena. Amo-te mais que o sal do mar. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Outono, podes entrar

O regresso a casa coincidiu com a despedida do Verão e a inevitável chegada do Outono. Custa-me imenso despedir do calor do sol a queimar a minha pele e a aloirar ainda mais a minha cabeçinha, e tento colmatar a nostalgia com a decoração lá em casa. Este ano o Outono ficou assim, e quando me fartar vira tudo sopa! 

É só um detalhe, mas que transforma a espera pelo Natal num compasso mais charmoso.

Jantar de meninas com a decoração a ganhar à comida.

Almoço da filha para a mãe, e uma invenção gostosa, rápida e fácil, que se irá repetir lá em casa, prevejo eu, até cansar. 

Venham as folhas secas, as castanhas e o Porto à lareira, estou pronta!


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bear Sanctuary - Laos

[ Eu regressei a casa, à minha família de pessoas e animais, mas, se me permitem, o cliché vai manter-se no oriente, e contar tudo o que falta partilhar, sobre a viagem sonho-aventura.]

O Bear Sanctury, é um santuário que tem a missão de resgatar ursos que estariam condenados à escravatura, em quintas de procriação forçada e matadouro com desculpas medicinais chinesas, mas que visam exclusivamente a alta facturação. 
Tenho nutrido, com o tempo, a idade e a informação, um gradual desgosto por zoos, circos e gaiolas, e em simultâneo, uma admiração profunda pelo trabalho de pessoas ou de colectividades, que se dedicam a combater este tipo de violência e exploração. Nada de novo até aqui, certo? Rocha por fora, Carvalho por dentro, e o DNA a falar mais alto. 
No Laos descobri este centro [ mas há imensos projectos de protecção da vida animal que também queria ter conhecido e patrocinado mas que as limitações de agenda não permitiram ], e circunscrevi a minha estadia a esta experiência. Foi tão bom que repeti. O centro fica localizado ao lado de umas cascatas de sonho (podem ver no post anterior) e, não fossem os 30km de distancia entre o centro e Luang Prabang, se traduzirem em 1h de viagem de mota por estradas bem esburacadas, acho que teria ido todos os dias lá, só para ver os ursos mais um bocadinho (e dar uns mergulhos, óbvio). 
Paga-se um bilhete conjunto para o centro e as cascatas que, em Euros, deve corresponder a 2€/2,5€ que valem bem mais do que os arrepios na pele. Fico-me pelas fotos, e tentarei procurar o hilariante vídeo do meu salto medricas e mergulho subsequente!!! [Procurem no instagram @ines.carvalho.rocha]

Quem é que resiste a estas patinhas a roer? 

E a esta preguiçite demorada?

Casas na selva, quem não as queria para si também ?

E este urso bebé? Perdi a noção do tempo ao vê-lo brincar!

Reprodução das diferentes espécies de ursos que enriquecem o nosso mundo. 

Nao são tão mais ricas as vivências (também conhecidas por férias e turismo e viagens!), quando damos tanto quanto recebemos? Asseguro que no fim ainda se consegue sair no lucro!